sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Eu ainda lembro

Essa fic eu escrevi com a minha amada Grazi. Estávamos (as duas) com saudades de fanfics e havia muito tempo sem nos falar. Acabei puxando assunto com ela no facebook e ela disse que queria fazer uma fic de CDZ. Aí eu disse "nossa, esperava tudo, menos CDZ". Mas acabei topando.

E o argumento? Ela me apresentou ao Gackt, cantor japonês que ela ama (inclusive já baixei um disco - ainda não ouvi) e à música Last Song, que disse ser perfeita para uma fanfic. Lendo a letra, eu automaticamente me lembrei de Eu que Não Amo Você, dos meus amados Engenheiros. Juntamos as duas (e depois eu ainda me lembrei de O Corvo, do Edgar Allan Poe) e saiu o que vocês vão ler a seguir.

Ps: não achamos UMA imagem decente. 

Avisos: contém yaoi Ikki x Hyoga, cenas de violência (TW: violência sexual, relacionamento abusivo). Classificação +18.

Eu ainda lembro

Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair

Mais uma noite sem dormir. O pior não era deitar e fechar os olhos, eram os pesadelos, pesadelos com aquele dia fatídico. Ikki acabou abrindo uma cerveja. Afundava-se no álcool para esquecer, mas só acabava se lembrando mais. A cerveja o anestesiava no inicio, mas logo depois vinham os flashbachks, da briga, de tudo.

Olhava para a porta e quase podia ver Hyoga entrando desesperado, em prantos, praticamente implorando por abrigo e proteção. Ainda podia ver a tristeza em seus olhos quando disse todas aquelas besteiras para ele. como poderia ter sido tão animal?

Hyoga, que pouco falava dos seus antigos amores, contou que tivera um namorado, um tal de Isaak, Ikki nunca entendera muito bem, mas o cara havia feito o Hyoga passar por tudo de pior que uma pessoa nunca deveria passar.

“Estou apavorado, ele veio atrás de mim, sabe onde eu moro, ficou duas horas tocando meu interfone ontem e pedindo pra eu abrir a porta pra ele”, chorava, chorava temendo pelo sua vida. “Ikki, eu estou desesperado… Me ajuda”.

“Me ajuda”, essa palavra não saía de sua cabeça, era como um eco, repetido continuamente. Uma tortura.

Ah, como queria ser um cara diferente! Ter dito as palavras certas naquele dia. Mas não podia apagar o passado. Nunca poderia. Naquela hora, dera uma risada cínica, lembrando-se de que o tal Isaak curtia e comentava todas as fotos de Hyoga numa conhecida rede social. E deixava mensagens carinhosas do tipo “jamais te esqueci” para ele.

“Me ajuda?”, riu sarcástico. Seu ciume gritava só de ouvir o nome Isaak. “Ele não ia te perseguir de graça, alguma coisa tu fez pra provocar ele! Fica respondendo às mensagens!”

Hyoga dera um pulo, assustado e surpreso. E fez uma cara que Ikki jamais esqueceria, decepcionado porque seu grande amor era incapaz de ter empatia com alguém que fora vítima de um relacionamento abusivo, como ele.

“Ele abusou de mim!”, veio a afirmação embargada pelo choro.

Ao lembrar dessa frase, e de como ela fora dita, Ikki chorou. Chorou pela dor de seu companheiro, chorou pela sua própria ignorância de ter tratado algo tão horrível de um jeito tão horrível.

“Eu sei que tu diz isso pras pessoas terem pena de ti” gritou. “ pra me agradar , para eu não achar que você é um qualquer.”.

“Tu pensaria isso de mim se eu dissesse que já transei em outros relacionamentos, sendo que tu já fez muito isso antes de me conhecer?”, revidou Hyoga, a decepção estampada em seu rosto.

Furitsuzuku kanashimi wa masshiro na yuki ni kawaru
Zutto sora wo miageteta
Kono karada ga kieru mae ni ima negai ga todoku no nara
Mou ichido tsuyoku dakishimete
A tristeza que chove se transforma numa neve branca
Não parava de observar o céu
Se for possível que meu desejo se realize agora
Antes que este corpo desapareça
Quero que me abraçe forte novamente

Com era difícil lembrar, queria, sonhava que a qualquer momento o Loiro entraria e o tiraria daquele transe, dizendo que estava bebendo demais. Mas não, o corvo estava pousado em seu busto de Atena e gritava esganiçado “Nunca mais”, enquanto o jovem se martirizava.

E lembrar era a única coisa que ainda lhe restava, lembrar daquele mar de recordações medonhas, e todas por culpa sua. Claro que havia transado antes de Hyoga,  e claro que queria que ele tivesse chegado intocado aos seus braços. Isso era uma péssima coisa para se pensar, mas não chegava perto de não ter empatia com alguém que fora estuprado. E a desculpa de estar louco de ciúmes não funcionava.

“Tu deve ter fodido com meio mundo, pra dizer uma coisa dessas” - sentenciou, na época.

Hyoga dera-lhe um soco com toda a sua força, cheio de ódio:

“Se não entende o que eu passei, não fale o que não sabe”, era um misto de sentimentos: de tristeza, de decepção, de ódio.

“Sai da minha casa!”, seu ódio explodiu.
“Desculpe o incômodo, me desculpe por ter te escolhido, Ikki, Adeus”,

Quando Hyoga saiu, Ikki estava com tanta raiva que socou a primeira mesinha que apareceu, espumando. Ficou ali, paralisado, pensando em milhares de xingamentos para dizer para ele.

Tomou mais um gole de cerveja e respirou. Em vez do Corvo, ouvira os gritos de Hyoga do lado de fora da casa, logo após ter batido a porta às costas dele.  

“Ikki, me deixa entrar, abre essa porta!!!!”, batia, desesperadamente.

"Agora quer conversar? vai procurar teu macho", foi a última coisa que disse ao seu amado.

E, subitamente, os gritos cessaram. O rapaz desistira. Ikki respirou e abriu a porta, vendo somente o carro do Hyoga desaparecer no final da rua.

Wakari aenakute nandomo kizutsukete ita
Sonna toki demo itsumo yasashikute
Fui ni watasareta yubiwa ni kizamarete ita
Futari no yakusoku wa kanawanai mama ni
"Ima mo oboete iru..."
Te feri por não poder te entender
Mas mesmo assim vc era tão gentil
E a promessa gravada no anel que fora entregue sutilmente
Não se realizou

[eu ainda lembro...]

Nunca mais!

Ikki ficou com raiva de novo, imaginando que Hyoga poderia ter ido atrás do tal ricardão, para traí-lo. Socou e chutou mais alguns móveis, até que se cansou e foi beber.

Olhava para a garrafa de cerveja em sua mão e só conseguia pensar em como fora burro, como fora cego, como fora um completo idiota.

Passou o dia seguinte de ressaca e com raiva. No segundo dia, seu coração amolecera. Talvez Hyoga só tivesse ido pra casa, ressentido. E resolveu procurá-lo, ligou, ligou e nada. Ao meio dia, o telefone tocou. Era do Hospital Regional.

“O Senhor Ikki?”

“Sou, eu”

“Sou Agente Camus e estou no Hospital Regional com o Alexey Hyoga”. Foi aí que sentiu seu coração falhar uma batida…

“O que aconteceu? Hyoga está bem?”, seu coração ardia.
“Desculpe informar, mas ele está internado. Um agente irá a sua casa para pegar seu depoimento e lhe explicar o ocorrido, tudo bem?”, não respondeu, naquele momento perdeu o chão, o que poderia ter acontecido?

Olhava sua sala já completamente alterado pela bebida, sentia-se embriagado pelas memórias que não paravam de transbordar, como se fosse um telespectador de sua própria vida.

Senti saudade, vontade de voltar
Fazer a coisa certa
Aqui é o meu lugar
Mas sabe como é difícil encontrar
A palavra certa
A hora certa de voltar
A porta aberta
A hora certa de chegar



Não saberia dizer quanto tempo esperou até a chegada do policial. Que, ao chegar, conversou um pouco com o dono da casa e fez algumas perguntas, respondidas debilmente.
“Cadê o Hyoga?”, estava em frangalhos, era doloroso demais, mas queria saber.

Foi pelo policial que soube que Hyoga fora feito refém pelo Isaak, que o sequestrara. Foram sete horas de negociação para libertá-lo, o que só aconteceu quando um atirador alvejou o criminoso. O pobre rapaz fora machucado de todas as formas possíveis e imagináveis e encontrado em um estado deplorável, em que mal conseguia falar e não se mantinha em pé sozinho. Uma ambulância o levou para o hospital, onde foi atendido às pressas e em seu último resquício de consciência chamou por ele, chamou por Ikki.

Chocado pela horrível história, Ikki quis ver o amado. Queria pedir desculpas, se ajoelhar diante dele e beijar-lhe os pés. Foi levado ao hospital e autorizado a ver o Loiro.

Hyoga estava entubado, na UTI. Tinha marcas nos pulsos e na cabeça. Sua boca estava ferida, seus cabelos arrancados, seus olhos roxos, além de várias escoriações nos braços e nas pernas - isso era o visível. Havia feridas muito maiores no seu coração e na sua dignidade. Ele havia sido violado, novamente, e ninguém curaria essa dor.

Ao ver seu amado daquela maneira, não conseguiu segurar o choro, nunca em sua vida havia chorado daquela forma. Chorava, pois partilhava do sofrimento do amado, mas acima de tudo, sentia-se responsável.

Ao ouvir seu choro, Hyoga abriu debilmente os olhos. “Ikki, sussurrou. Eu sabia que viria até mim.” E lhe estendeu a mão da aliança, a aliança que trocaram junto com juras de amor e fidelidade eternos. Os dedos em frangalhos, de tanto Isaak tentar retirar o anel, mas não conseguira. A joia estava ali, intacta.

Fênix agarrou a mão dele e beijou-a repetidamente, sem conseguir articular palavra.

Toozakaru omoide wa itsu made mo mabushi sugite
Motto soba ni itakanatta
Mou nidoto aenai kedo itsumo soba de sasaete kureta
Anata dake wa kawaranai de ite
Saigo ni miseta namida ga kisenakute
As lembranças que se passam são tão ofuscantes
Queria ter ficado perto de vc por mais tempo
Não poderei te encontrar nunca mais, por isso não quero que você
Que sempre me apoiou, mude

Hyoga apenas sorriu. Um sorriso fraco debaixo da horrível máscara de oxigênio. E, não muito depois, Ikki foi convidado a se retirar do local, pois ficara mais tempo que o permitido.

Ainda teve que dar depoimento ao policial Camus, que aguentou pacientemente os ataques histéricos do Ikki, que culpava a polícia pelo acontecido. Ele lembra-se de ter repetido várias vezes a frase “se o tivessem prendido no primeiro B.O. de estupro, isso não teria acontecido”. O policial apenas assentia com a cabeça e pedia calma. “Como eu posso ter calma se vocês zombaram dele quando ele veio fazer o B.O.? Agora, vai lá e diz pra ele, não era tu que gosta de dar o cu! vai lá!”

Nunca mais!

Os ataques não funcionaram, e nem o processo movido contra a polícia, depois. Nada funcionou. Eles continuaram a não dar a mínima para vítimas de estupro, e o mundo continuou igualzinho, até porque outro Ikki deve estar fazendo o mesmo com seu amado, em algum outro estado ou outro país.

Hyoga não melhorou. Seu pulmão fora perfurado pela costela e, por mais que os médicos tentassem, por mais que ele lutasse, não deu. Morreu poucos dias depois e tudo acabou. Ikki lembrava dos médicos dizendo que não havia mais nada que pudesse ser feito, lembrava de uma enfermeira tentar consolá-lo e dizer “Acabou!”

Ela estava errada, não havia acabado, nunca acabaria. As lágrimas, fiéis companheiras, escorriam por sua face. Ele olhava o anel em seu dedo e sofria. Olhar aquele anel era como apunhalar seu coração e ele sabia que merecia, ele merecia sofrer. Recordava daquele anel, e isso era o que mais lhe massacrava. De todas as recordações, essa era a que mais lhe machucava.

“Hyoga, pra que um anel?”, estavam felizes, era um passeio feliz.

“É, Ikki, você está certo”, tentou disfarçar a sombra de tristeza que passou em seus olhos, mas foi inútil.

“Sem fazer essa cara! Não disse que não quero, só disse que não há necessidade” - nunca conseguia resistir àquele anjo. Sim, Hyoga era seu anjo, seu anjo loiro.

“Não é questão de necessidade, é questão de compromisso, um sinal de uma promessa”.

“Se isso te faz feliz”.

Foram a uma joalheria escolher as alianças. Não foi difícil já que o Loiro sabia exatamente a que queria.

“Desejam gravar alguma coisa nelas?”, o senhor da loja lhes perguntou.

“Sim, nossas promessas”. O senhor pegou o papel para anotar. “Na aliança dele escreva: I will always love you”, sorriu e beijou o mais velho. “Essa é minha promessa”.

“E o senhor?”, o Joalheiro dirigiu-se ao Ikki.

“Pode escrever: I will always protect you”, foi a única coisa que pensou no momento e pelo sorriso do Loiro, havia tido a ideia certa.

“Eu não cumpri, eu não cumpri nossa promessa”, dia após dia, relembrava de tudo.

O certo é que eu dancei sem querer dançar
E agora já nem sei qual é o meu lugar
Dia e noite sem parar, procurei sem encontrar
A palavra certa
A hora certa de voltar
A porta aberta
A hora certa de chegar

Derrubou o par de alianças sobre a mesa, e a do Hyoga rolou e caiu no chão. Começou a tatear pelo piso em busca dela, ajoelhado. Olhou embaixo da mesa, do sofá, tudo, e nada da bendita aliança.

Nunca mais!

Quando finalmente desistiu de procurar, conformado, viu um brilho embaixo da estante da sala. Correu para apanhar. Ajoelhou-se e enfiou o braço embaixo do móvel. Tateou loucamente até enfim encontrar. Fechou a mão bem forte, sentindo o frio metálico da joia, como se estivesse segurando na mão do amado.  Quando enfim retirou  o punho fechado debaixo do móvel, abriu-o e encontrou uma tampinha de garrafa de cerveja.

Se não bastasse ter perdido seu amor, agora havia perdido a única coisa que o relembrava, a única ligação. E assim era. Jamais encontraria sua joia perdida.

-x-x--xx-x-x-x


Ela disse, depois, que estava assistindo muito a Criminal Minds, e eu, lendo muitos relatos de violência doméstica no facebook.

Vale um comentariozinho? Esse blog tá tão morto.

domingo, 26 de julho de 2015

Avaí, meu Avaí

Esses dias voltei a falar com a Grazi (depois de mais de seis meses, pensem!) e resolvemos fazer uma fanfic de CDZ (depois de tantos anos, pensem!). Então eu voltei ao fanfiction.net pra olhar as minhas fics antigas e me dei conta de que a maioria não está aqui no blog (até porque eu fiz o blog muito depois de começar a escrever fanfics). Resolvi relê-las e trazê-las para cá, acrescentando um breve comentário.

Essa foi a primeira fic yaoi que fiz. Ela data de março de 2008. Lá se vão bons sete anos. Nesses anos, deu tempo até de fazer uma faculdade. 

Avisos: Saint Seiya pertence ao Kurumada e ao povo da Toei.
A estória contém yaoi (relacionamento homossexual) e lemon (sexo explícito) 

Avaí,meu avaí


Depois de quarenta minutos de sofrimento, o primeiro grito de “gooooooooool!” subiu as escadas de Leão para Virgem, tirando este de sua concentração.

–Maldito futebol!

Pela manhã, Shiryu havia-lhe contado a situação do “timezinho furreca” de Aioria: precisava ganhar de,no mínimo,três a zero,para não ser rebaixado à terceira divisão, pois era o décimo sétimo colocado - primeiro da zona de rebaixamento - e, se vencesse, igualaria o número de pontos e vitórias do décimo - sexto. Para levar no saldo de gols, precisava fazer três - o concorrente tinha dois a mais.

Tentou concentrar-se de novo. Meia suada hora depois, veio o segundo grito, seguido do nome do time,três vezes:Avaí, Avaízão, Avaízaço. Levantou-se: assim não dava. Desceu o lance de escadas que o separava do avaiano doente, encontrando-o em frente à TV, com uma camisa de mangas curtas, listrada verticalmente de azul e branco. O calção era no mesmo tom azul da camiseta, e Shaka prestou atenção no simbolozinho triangular que levava o nome do time.
 
–Aiolia - começou, mas o leonino não ouviu: roía as unhas e xingava o juiz de todos os palavrões que conhecia. Sentou-se por ali mesmo: não conseguiria meditar, e nem tinha outra coisa pra fazer. Ficou vendo o jogo e o martírio do irmão de Aioros.

–Pega essa bola!

–Foi falta!

–Era lance pra cartão!

–Não pode empatar! Não! Não...! Pra fooora!Graças a Deus!

–Vai fazer! Vai fazer! Vai, faz! Chuta! Ah, pegou...
 
–Pênalti! Agora sai o terceiro! Vai bater! Shaka, olha! (...) Gooooooooooool! 

O Leão respirou, como se estivesse uma tonelada mais leve. O placar era de três a zero. O amado Avaí estava a vinte minutos de escapar definitivamente do rebaixamento. A voz irritante do Babão Bueno já estava tirando Virgem do sério:

–Agora que seu time já ganhou, dá pra abaixar o volume?

O Leão obedeceu: 

–Você viu, Shaka? Foi de pênalti, mas foi O golaço.Vai ficar pra história.

–Francamente, não sei que graça tem. Ficar sofrendo assim por essa bobagem.

–Bobagem? O Avaí não pode ser rebaixado!

Virgem sacudiu a cabeça. Não dava pra conversar também. Depois de quinze eufóricos minutos, um grito de “gooooool” em estéreo subiu da casa de Câncer: Máscara da Morte e Shiryu torciam pelo rebaixamento do Avaí. Aiolia queria morrer: a cinco minutos do fim da partida, esse gol? Não, não. Não podia ser! Se empatassem no saldo de gols, seria pelos gols feitos, e o décimo sexto tinha oito gols a mais nesse quesito.

–Nããããão! - E sufocou as lágrimas.

–Mas está três a um!

–Tem que ser 3x0, 4x1, 5x2...
 
O tempo escorreu como um raio, para o desespero de Aiolia. Quarenta e quatro do segundo tempo. Na casa de Câncer apareceu uma faixa: Avaí, a um minuto do rebaixamento.
 
O juiz deu três minutos de acréscimo. Ouviu-se Shiryu protestar: tudo isso?
 
Tudo parecia perdido quando, aos 47’47”, Shaka ouviu simultaneamente um “filho da puta” e um “goooooooooooool”. O Avaí fazia o quarto.
 
Na TV, os jogadores do time adversário – acho que o Guarani de Palhoça - cercavam o árbitro, que acabara de apitar o final da partida.
 
Aioria estava exultante. Gritava como se o seu time fosse campeão mundial. Na casa de Câncer, Shiryu gritava que “tava impedido, tava impedido!” Enquanto Máscara da Morte berrava algo ininteligível. 

–Pois foda-se! - Finalizou Shiryu, furioso. Depois, silêncio. O Leão comemorava ainda. Shaka suspirou. Não conseguiria meditar por enquanto. Foi quando Aioria abraçou-o, em comemoração.Virgem retribuiu: resolvera compartilhar a alegria do amigo, afinal, que se lascasse se o Avaí lutara para não ser rebaixado ou pelo título do mundial.
 
Surpreendeu-se com um beijo repentino nos lábios. Um arrepio percorreu-lhe a espinha. Empurrou o leonino.
 
–Ficou louco? - Berrou.
 
–Ah,Shaka... - Falou o Leão,aproximando-se sedutoramente. -Sabe, prometi que, se o Avaí não fosse rebaixado, eu me declararia pra você.
 
–?????????? - O virginiano abriu a boca, estupefato.
 
–É, agora estamos na segundona ano que vem de novo e eu tenho que cumprir minha promessa.
 
–Você está bêbado. Comemore aí bonitinho a vitória do seu Avaizinho, que o titio Shaka vai voltar pra casinha dele, tá?

–Você não vai porra nenhuma. Vai ficar aqui. Comigo e com o meu Avaí.

–Você é doente!
 
–Doente por você! - disse, agarrando Shaka e depositando-lhe nos lábios um novo beijo, cheio de desejo.
 
Os braços firmes do Leão seguravam os seus com força. O coração batia-lhe violentamente; queria fugir, desaparecer, sumir. Sentiu uma mão do avaiano na sua nuca e a outra descer pelo seu corpo.
 
“Maldito Avaí” - pensava. ”Depois que escapar dessa, não vou querer mais nem ouvir falar de azul e branco.” Foi quando se sentiu enrijecer. Aiolia o acarinhava docilmente, principalmente no sexo.
Cedeu, então. Abriu a boca, deixando-a livre para a língua do leonino visitar.
 
Desceu as mãos pelo corpo do outro, agora sedento. O Leão massageava a ereção de Virgem ainda por cima da roupa. Shaka pôs as mãos na cintura do parceiro e puxou a camisa do time, tirando-a pela cabeça.
 
Aiolia rasgou-lhe o sári, enquanto as unhas de Virgem arranhavam sua perna, descendo o calção azul e a cueca de uma cor que nem prestou atenção.
 
Agora estavam os dois nus, lambendo-se, beijando-se, mordendo e se chupando, como dois gatos. Os gemidos competiam com o som da TV, onde Babão Bueno comentava “que jogaço!” e um outro dizia que “o último gol estava impedido”.
 
Aioria fazia caminho com a língua sobre o contorno dos músculos de Virgem, arrancando-lhe suspiros de puro deleite.Shaka,sentindo o outro corpo nu junto ao seu, a língua áspera,os lábios molhados,os dedos atrevidos,o sexo duro,o calor da paixão,a batida de dois corações ansiosos,abriu as pernas,cheio de desejo.
 
–Me come - pediu lascivamente. O Leão roçou os dois sexos, deslizando-se para o ânus do parceiro. Mas não entrou ainda. -Me possui! -Pedia Virgem, extasiado. Nada. Só aquela dança angustiantemente prazerosa, aquela tortura eterna. -Por favor!Não me torture assim! - leia cada pontuação como um gemido.
 
O Leonino puxou Shaka contra si, colocando-lhe os tornozelos sobre seus ombros, vendo, entre as pernas abertas, o buraquinho que tanto desejara possuir, completamente machucado
 
–Shaka!
 
A resposta veio em forma de gemidos e um pedido angustiado: ama-me.
 
–Você tem outro? - perguntou com o coração ferido.
 
–Agora é só você...
 
O Leão, querendo esmagar o adversário, penetrou com força, num só golpe. Ouviu um grito agudo de prazer e de dor.
 
O deleite de estar dentro do ser amado, naquela caverninha apertada e os gemidos convulsivos que sacudiam o parceiro fizeram Aiolia esquecer as mágoas e a dor da traição, mergulhando num mar de tentações, submergindo e emergindo, entrando e saindo.
 
Shaka,alheio ao mundo, à TV e até à sua própria dor, gritava enlouquecidamente de prazer, enquanto sua bunda branca engolia o enorme e grosso sexo do Leão.
 
O irmão de Aioros segurou o pau ereto do parceiro, acarinhando-o entre os dedos. Virgem implorou por mais violência, mais força. Esquecendo o medo de machucar seu amor, o leonino fazia movimentos bruscos em todas as direções, impulsionado pelos gritos de Shaka, como se estes fossem a mais doce das drogas.
 
Num grito prolongado, o virginiano gozou. Suas costas, antes arqueadas, agora tombavam no chão duro, os longos cabelos loiros misturavam-se a amendoins, salgadinhos, castanhas de caju, cerveja e esperma, que ele próprio espalhara por lá.
 
Na TV, ainda se falava do jogo. Ao ouvir o grito de “gooooooooool, do Avaí, Avaizão, Avaizaço!”no replay, o Leão gozou, inundando o corpo do parceiro exausto.
 
Enquanto a TV repassava os lances mais “quentes” do jogo, os dois tentavam normalizar as respirações ofegantes. Aiolia puxou Virgem para o seu peito, abraçando-o. Shaka sentiu algo macio cobrir o seu corpo nu: uma enorme bandeira do Avaí.
 
–Mmmm - fez,satisfeito. -O Avaí precisa ameaçar ser rebaixado mais vezes.
 
–Precisamos esperar por isso? Você pode vir aqui quando quiser, eu sempre te amei. Só não tive coragem de me declarar.
 
–Ora, então, bendito futebol!
 
Riram juntos. Beijaram-se. Ficaram um bom tempo ali, apenas sentindo o calor do outro, até ouvir a voz límpida de Shiryu se aproximar da casa de Leão:
 
–Tchauzinho. Vou voltar pra Libra.
 
–Pô, Shiryu, fica!
 
–Não! Pra te ouvir falar mal do meu time? Nunca!
 
–Ah, mas que é ruinzinho, é.
 
–Ói, de novo. E precisava falar da Copa do Brasil?
 
–Mas aquilo foi...
 
–Cala-boca! Não vou ouvir mais nada!
 
E entrou em Leão. Viu os dois,abraçados, cobertos pela bandeira do Avaí.Riu.
 
–Qual a graça?
 
–Ouvi vocês comemorarem. Parecia que era campeão mundial.
 
Shaka ficou mais furioso que Aiolia. Levantou-se, a bandeira caiu, deixando à mostra o belo corpo nu. Deu de dedo no Dragão:
 
–E você, que foi assistir o jogo em Câncer, podendo fazê-lo em Libra?! Pensa que não sei que foi dar pro Máscara da Morte?
 
Shiryu riu, mostrando os suaves dentes brancos:
 
–Não fui dar. Não tem TV a cabo em Libra, sabia? Por quê? Está com ciúmes?
 
–Não...Quero ficar só com Aiolia agora, tá?
 
–Claro...Eu entendo. Com licença - e saiu.
 
Depois de uns segundos imóvel, Shaka virou-se e abraçou o Leão,sentando-se em seu colo.
 
–Queira me perdoar!
 
–Então era ele.
 
–Era.
 
–Pensei que você seria só meu.
 
–E serei! Não existe mais nada entre mim e Shiryu, além de uma absoluta cordialidade.
 
O leonino sorriu.Meu amor será todo meu, enfim!Pensou consigo. Beijou-o devagar, nos lábios.Beijo de quem tinha a eternidade pela frente.
 
Afundaram no doce calor de seus corpos,celebrando a afinidade mútua que despertava devagar,
embalada naquela languidez terna.

 
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Já era noite quando Shaka resolveu ir embora. Aiolia procurava uma roupa para lhe emprestar, pois o sári não existia mais.
 
–Pode ser o uniforme do ano passado?
 
Virgem riu, vestindo tudo:
 
–Que tal?
 
–Bom, eu sou meio suspeito de falar, porque sou avaiano e te amo, mas está lindo!
 
–Pois - disse. - Acaba de nascer um avaiano doente!
 
–Odeio que o Avaí tome gols, mas nesse avaiano... Acho que eu mesmo vou fazê-los!
 
–Quando tiver jogo, me avise! Venho assistir aqui, com você.
 
–E comemorar também, né?
 
–Claro!

O leonino ficou observando se afastar a encarnação de suas duas paixões, subindo a escadaria, a chuteira fazia barulho de encontro ao chão.
 
Pois é,ali nascia o torcedor a quem o Avaí daria mais alegria,mesmo sendo rebaixado à oitava divisão, sob uma goleada.
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–Ufa,até que enfim.Foi um parto pra terminar.
–Desculpe demorar a ir ao que interessa,é que adoro ver um avaiano sofrendo*.*
–Babão Bueno é mesmo o famoso comentarista da Globo.
–As referências ao “Rival do Avaí” e à “Copa do Brasil”,são mesmo ao Figueirense.
–O Avaí é conhecido como “Leão da Ilha”.
–Mais informações:
http://www.avai.com.br/


-s-s-s-s-s-s-
Comentários (escritos em julho/2015)
Eu ri.  Pra falar a verdade, achei que fosse morrer de vergonha alheia com a minha fic, mas não. Não que eu ache que ela seja uma obra prima - pelo contrário - mas não está tão ruim como eu imaginava. 

Hoje, eu alteraria algumas partes - principalmente o começo do lemon, para sexo consensual. Como eu poderia imaginar que alguém que foi forçado a fazer sexo iria "começar a gostar"? Isso é o cúmulo do absurdo, mas eu só tinha 16 anos e as fanfics que eu lia eram assim, então perdoa-se. 

Quanto ao português: não achei necessário corrigir nada - o que quer dizer que não evoluí nada nesse sentido. 

Ps: quem disse que o Galvão ia narrar o jogo do Bvaí, na segunda divisão ainda? 
 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Never Enough


Caralho, uma fanfic! Ultimamente tenho estado viciada nesse casal, mas a faculdade acabou comigo de um jeito tão profundo que eu não consegui escrever mais nada, em uns bons anos. Saíam algumas frases soltas, um parágrafo por mês, por aí. Tenho várias escritas pela metade mas nenhuma delas vale a pena ser finalizada. 

Essa fanfic, na verdade, eram duas, mas uma delas ficou tão ruim que eu acabei aproveitando só parte dela pra completar a segunda, ora publicada. Tem mais uma parte que tá mais ou menos (um parágrafo) que talvez vire uma outra fic, ou faça parte de outra, que seja. O que realmente me deixou triste é que a fic abortada tinha até título. 

Enfim. Vamos aos avisos (que eu nem lembro mais quais devem ser, de tanto tempo que faz que eu não escrevo nada. 

Songfic +18 yaoi  John Petrucci x James La Brie. Isso daqui é pura ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Never Enough é uma música do Dream Theater e pertence a eles.

Yaoi, pra quem não sabe, significa dois homens se pegando (mesmo). Se tu não gosta disso, não tá interessado, tem nojinho, tem medo de gostar ou qualquer coisa que o valha, recomendo meu outro blog Quantos Contos Vale Este Blog?, totalmente yaoi-free




Never Enough



Cut myself open wide
Reach inside
Help yourself
To all I have to give
And then you help yourself again
And then complain that
You didn't like the way
I put the knife in wrong
You didn't like the way
My blood spilled on your brand new floor

John estava sentado na cama, parado, olhando para o nada. Não, não o nada que era eu. Era para um nada mais interessante. 

Mas a culpa era minha. Eu havia me apaixonado por um cara assim. Um cara que preferia curtir o gozo a me beijar. John só estava preocupado com o seu próprio prazer.

Assim como eu, no início.

Eu havia começado com essa história, talvez forçado um pouco, no início. Ou forçado demais. Mas quem acabou mal fui eu mesmo, apaixonado por um sujeito que, enredado na minha malícia, decidira vingar-se e me enredar também.

Pra quê vingança, John? O prazer que tínhamos não era suficiente para me desculpar do que eu fiz?

Parecia que não, e ele me seduziu totalmente.

What would you say
If I walked away
Would you appreciate
But then it'd be too late
Because I can only take so much of your ungrateful ways
Everything is never enough

Baixei o rosto. Parte de mim o amava, loucamente, e queria que ele voltasse o rosto pra mim, sorrisse e perguntasse como eu estava, pedindo desculpas por ser tão bruto. E a outra queria levantar, gritar que o odiava, que ele era um estúpido e que eu nunca mais deixaria que ele encostasse em mim, pelo resto das nossas vidas. E que eu ia largar a banda, de uma vez por todas, porque aquela maldita banda era ele, e vice-versa.

Sacrifice my life
Neglect my kids and wife
All for you to be happy
All those sleepless nights
And countless fights to give you more

Mas, na verdade, fiquei ali, sem vontade de mudar a situação, pois sabia que ele não ia nem dar bola mesmo que eu fizesse um escândalo. Nem me dizer “fala baixo, vai acordar metade do motel, tua mulher vai ficar sabendo, tua moral vai pelo ralo, e tu vai virar só uma puta que dorme com o dono de uma maldita banda pra poder ter um emprego”. Ele ia me deixar gritar, chorar, espernear e depois ia me dizer “eu pago a conta”.

Aquele ódio era de mim mesmo, por amá-lo daquele jeito insano, que fazia me submeter a todos os caprichos dele – que nem eram tantos, só um sexo violento que só me machucava e me deixava pior. 
 Eu me submetia na esperança de um olhar terno, de um beijo carinhoso, um afago, qualquer rastro de piedade e só recebia tapas e puxões no cabelo, mordidas e hematomas.

Cheguei mais perto dele, o lado meu que queria mudar a situação havia tomado o controle. Deitei a cabeça no colo, devagar, com medo de ser jogado pro outro lado violentamente. Pra minha surpresa, isso não aconteceu. John olhou pra mim com um olhar inexpressivo. Ficou olhando por um bom tempo, e doeu. Doeu mais do que se ele tivesse me xingado e gritado comigo. Afora o sexo, ele não fazia muita coisa. Deixava as pessoas fazerem, e parecia não estar absolutamente preocupado com nada. Mas, mesmo assim, todo o mundo tinha medo dele, e fazia tudo para não desagradá-lo. Eu também fazia.

Levantei do colo dele e cheguei a abrir a boca. Mas não consegui falar nada.

Ele finalmente falou. Disse algo como “quer fazer de novo?”

Aterrorizado, voltei o rosto pra ele. Ele tinha me perguntado? Ele perguntou mesmo se eu queria transar?  Ele estava preocupado se eu estava afim? Meu coração parou por um segundo. Havia algo de vivo naquele imenso peito de pedra.

And then you say how dare that
I didn't write you back
I must be too good for you
I only care about myself

Eu ia dizer sim. Daquela vez ia ser diferente, eu ia ganhar o beijo tão desejado. Uma palavra dele e eu largaria minha família inteira. Mas eu estava em cacos, dolorido. Pensei em articular um não.

E aí eu me vi de novo deitado na cama, com John deitado sobre mim, sorvendo meu pescoço. Gemi. 

Aquilo ia de novo, voltar ao início, à dor interminável que era amar alguém sem coração.  

What would you say
If I walked away
Would you appreciate
But then it'd be too late
Because I can only take so much of your ungrateful ways
Everything is never enough

-s--s-s-s-s-s-s-s

P.s.: Andei me lembrando da famigerada Cruzada do Edu Falaschi (eu nem sei o que significa famigerada, mas vá lá). Andei com vontade de fazer uma fic em que o Lione dê uns pegas nele. Vai ficar na minha listinha de "projetos para um futuro distante". Ou não. 

sábado, 25 de abril de 2015

Queria dizer que consegui escrever uma fanfic, que não sei se ficou boa, que ela ainda está verde demais para eu postar - eu sempre gosto de esperar uns dias pra revisar, porque, na hora, tudo parece ótimo mas depois eu vejo que tá uma bosta.

Enfim, não sei se alguém ainda lê essa budega, mas eu gosto de escrever porque parece que alguém tá me ouvindo.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

TAG: meu blog e eu

Minha irmã indicou meu outro blog pra responder essa tag, mas vou repeti-la aqui só pra postar alguma coisa hauhauahauh

1. Responder as 8 perguntas da tag;
2. Indicar 8 blogs para responderem a tag;
3. Linkar de volta quem te indicou.

Perguntas

1. Por que você criou o blog?
E eu lembro? Acho que era pra postar fanfics yaoi, que eu fazia adoidado na época em que o criei, no longínquo ano de 2009
 
2. Como você escolheu o nome do blog?
Porque era isso mesmo, confissões de uma boba que amava yaoi. E depois incluí o "colorada doente" porque era isso que eu também era. Hoje mudou tudo, mas não vou alterar porque esse blog é testemunha de um período muito importante da minha vida. 
 
3. Quando seu blog foi criado?
 No longínquo ano de 2009, quando eu era uma caloura cheia de sonhos e com a imaginação a mil. O primeiro post é de 17 de março do mesmo ano e se chama "Hoje mesmo" e fala um pouco do meu dia e de um livro que li na época.
 
4. Qual o principal assunto que o seu blog aborda?
Ultimamente, nada hauahauhauh Mas ele já falou de yaoi, de futebol, de livro, já foi diário e tudo o mais. Morro de saudades dele, mas acho que é uma página virada (apesar de eu ainda gostar de todas essas coisas).
 
5. Quem fez o layout?
Eu mesma, e ele parece uma casa daqueles velhinhos acumuladores, porque eu fui juntando todo o tipo de cacareco nele.
 
6. Fale um pouco do layout, o que ele representa?
Basicamente, coisas de que eu gostava. 
 
7. Pensa em fazer do blog um trabalho?
Mô fio, ô nenh'atualizo ele!    
 
8. O que você diria para as blogueiras que começaram agora?
Fazer blog é legal demais! 
 
Acho que é isso. Leiam o meu post sobre o outro blog aqui