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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Iuxta Libra

Fic feita de presente pro Rafael Silva, que fez aniversário esses dias aí. Eu não postei antes porque não tinha tido a brilhante ideia de escanear a fic e não tinha tempo pra digitar. O scaneamento ficou pior que a minha letra (se vocês conseguirem entender). Que seja.


Fic original, com personagens originais. Espero que curtam e deixem reviews, se conseguirem ler. =D













Desculpem o Lei etc etc, é que eu escaneei no scanner da BU (sou pobre, não tenho scanner) e eles põem isso porque é pra escanear livros e tem aquela porcaria de direitos autorais e panz.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

I ♥ skate


Eu escrevi essa singela fic pra minha amiga Yuuki Kishimura, que tá de aniversário hoje!
 Yuu, eu sei que a fic tá pequenininha, mas foi o que eu consegui fazer ^^ Espero que tu goste!

Pros estranhos: shonen-ai (dois meninos namorando), original (não copie, por favor). Não lê se não gostar, valeu?

I ♥ skate

Fiquei olhando pra ele de longe, ele estava rindo e brincando com os amigos, o skate às vezes caía no chão, fazendo um barulho seco e alto.  Cada pancada era uma parada do meu coração, como se ele estivesse dizendo que não me amava.

Sorri, tentando me convencer de que era só noia minha, ele iria me amar para sempre.

Ele veio em minha direção, carregando a prancha, se curvando na minha direção e sussurrando em meu ouvido, baixinho:

-Hoje te ensino a andar de skate.

Sorri, pronto para repetir pela milhonésima vez a desculpa:

-Eu tenho medo.

-Vai ter mesmo se eu te abraçar forte e ficar junto?

-A última vez que você me disse isso, eu fiquei sem andar um tempão.

Ele riu e me beijou. Decidi aceitar as aulas de skate.

-s-s-s-s-s-s-s-

E aí, vale review?


domingo, 29 de julho de 2012

Até que tudo tenha dado certo

Eli - Fabio, estamos com problemas.

Fabio - Io non gosto de problema. Ma o ché è?

Eli - Nossa filhota tá de aniversário

Fabio - Oh god why
Eli - Então, ela me pediu pra fazer uma fic yaoi de South Park de presente.

Fabio - Vo comprar uno iPhone pra ela.

Eli - Ah, meu Deus, deixa de ser chato. Mas eu consegui convencer ela a trocar de casal.

Fabio - Enton vai ter bambine no meio?

Eli - ui, credo, Fabio, deixa de ser machista. Vai ser de Nirvana.

Fabio - Piorou. Io vou deserdar ela, giá, giá.

Eli - Tu ouve Skid Row e tá reclamando da nossa filhota?

Fabio - Tá bene, tá bene.Ma per ché io tenho ché azudar? Sama a Jessie pra fazer a tal da fic.

Eli - É que com a Jessie só sai putaria e eu queria escrever alguma coisa inteligente.

Fabio - Enton faz sola.

Eli - Bá, tou sem inspiração. Me ajuuuda *3*

Fabio - Faz una songfic enton.

Eli - Não gosto das músicas do Nirvana.

Fabio - Faz com "Let me put my love into you" do AC/DC.

Eli - Se eu quisesse escrever putaria eu chamava a Jessie ¬¬"

Fabio - Enton sama.

Eli - Tá bom, eu sei que tu não tá nem aí pra tua filha. Agora vai pra lá, vai, já que o videogame é mais importante que ela.

Fabio - Me dá a caneta.

Eli -?

Fabio - Vomo escrever. Qual casal que vai ser memo?

Eli - Dave x Kurt.

Fabio - Ma é facile. O Cobain moreu e o Grohl tá sofrendo molto. (Qualquer semelhança com a minha outra fic terá sido mera coincidência)

Eli - Sério? Que ideia genial! Como que tu pensasse nisso?

Fabio - Se tu moresse, io ia sofrer pacas.

Eli - (derretendo de fofura) Ai, Fabio, que lindo!

Fabio - E ora io tou dispensado de fazer a fic?

Eli - Eu sabia que aí vinha. Não tá não! Anda, vamos começar.

Fabio - oh god why

Eli - Eu sou o Dave, gosto de ser o seme.

Fabio - Are you fucking kidding me?

Eli - Por que não, ué?

Fabio - Pelo amor de Dio.

Eli - Ai, Fabio, deixa de ser...

Fabio - Io desisto!

Eli - Não, volta aqui, volta! Eu deixo tu ser o Dave, tá bom? Desculpa, desculpa!

Fabio - (Per ché ela non é piú orgulhosa? .-.)

Eli - E agora, vamos escrever!

Avisos: Essa fic contém yaoi Dave Grohl x Kurt Cobain. Não gosta? E o que tu tá fazendo aqui mesmo?
Crianças não podem ler isso, e nem a minha mãe. 

Os dois não me pertencem, e essa fic é, como o nome já diz,  pura ficção, e a única motivação pra ela existir é o aniversário da minha filhota Mi

Essa fic é prólogo da outra, Come On, Death.  Enjoy!




Até que tudo tenha dado certo


Ouviu umas batidas na porta. Abandonou a sua companhia (mais conhecida como televisão) para atender à visita inesperada. Um corpo desabou em seu peito, cabelos louros revoltos e (muito) sujos pareciam estar em toda parte.

-Dave...

Não conseguiu reagir de imediato, ficou meio parado, sentindo uns soluços fortes e o cheiro ardido do álcool misturado com qualquer coisa tensa.

-Dave, me deixa entrar, Dave...

Acabou abraçando o amigo, aquela voz pastosa comovia, nunca tivera tanta pena de alguém como tinha do Kurt bêbado.  Carregou-o para dentro, devagar, os passos dele eram incertos e os seus estavam emocionados. Acabou sentando-o num sofá, Kurt balbuciava coisas ininteligíveis, bebão.

-Cara, por que é que tu bebe desse jeito?

-Eu... Não... Tou... Bêbado...

-Tá bom, tá bom - e sentou-se do lado dele, com um suspiro.

Logo, o vocalista estava se abaixando para tentar tirar os sapatos.

-O que tá fazendo!?

-Tá apertando...

Aborrecido, o baterista se ajoelhou para ajudar o amigo.

-Dave...

Olhou pra cima. Não era a primeira vez que aquilo acontecia, já sabia como ia acabar. Kurt ia dormir, aí a mulher dele viria buscá-lo, pediria desculpas com cara feia e pronto.

-Tu não devia beber, velho. Tens uma mulher e uma filha linda esperando por ti.

Cobain parou, ficou olhando nos olhos do amigo até este se cansar e voltar a desamarar os cadarços.

-Sabe o que é? Eu não gosto de ser casado.

Dave interrompeu o que fazia ao ouvir a confissão, sentindo o peito agitado por um fio de esperança.

-Não?

-Nem um pouco.

E aquela voz pastosa lembrando que o vocalista não estava bem.

- E da tua filha? - perguntou, tentando afastar a esperança ridícula.

O guitarrista pensou um pouco, olhou pra cima.

- Dela eu goshto - concluiu, depois.

- Viu? ser casado não é tão ruim.

Kurt pensou de novo. Mas pensou tanto que o amigo esqueceu-se da conversa. 

-Dave?

-Hum?

-Me abraça?

O baterista levou um choque com o pedido. Tanto que ficou sem ação por alguns segundos, olhando que nem um bobo aqueles olhos lindos, aquele rosto lindo. 

-Por favor?

Cedeu. Abraçou-o com toda a força que tinha, não importava o cheiro da bebida, não importava a mulher nem a filha dele, não importava nada. Ficou um longo tempo ali, só sentindo o calor dele, os ossos das costas dele, o cabelo sujo dele, até ser sacudido por soluços. Soluços dele.

-Kurt? - estranhou.

Ele estava chorando.

-Kurt?

Dave entrou em desespero. Queria secar as lágrimas dele com os cabelos, com beijos, com a alma, com qualquer coisa. Acabou só apertando ele mais forte, contra o peito, na esperança de que isso o acalmasse.

-Dave... Eu... - o louro chorava sem parar, mordendo, às vezes, o ombro do amigo pra (tentar) se acalmar.

-Kurt, ... - o baterista sentia espasmos só de lembrar que estava abraçado ao amigo, e sua mente turvava a cada mordida em seu ombro.

-Posso ficar contigo?

Levou um grande choque, até soltou o louro.

-Eu sabia, gemia Kurt, tu me odeia.

Num impulso, beijou o colega de banda.

-s-s-s-s-

Acordou ao lado dele. Ele dormia como um anjo de ressaca e o sol tinha vindo espiar os dois pela janela. Estava pensando o quanto era feliz quando ouviu umas batidas na porta.

Vestiu a calça e foi atender.

Era Courtney:

- Vim buscar o Kurt.

E o dia fechou.

-s-s-s-s-s-

E aí, filhota? Gostou?

E o teu pai merece um beijo, né?

Feliz Aniversário de novo, SUA LINDA!

Ps: não deu tempo de revisar, qualquer erro, avisem!

 







domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa?


Bom, povinho, quinta-feira foi meu aniversário e, para dar tempo do pessoal preparar uma festa surpresa pra mim, o Fabio me acordou de manhã, me deu um vestido de presente e me levou pra fazer um piquenique nas cerejeiras (isso mesmo, bitches, MORRAM de inveja). O que eu não queria ter que contar, mas vou, é que não prepararam festa nenhuma. Também, nem precisava. À noite, eu tava morta de cansada.

Antes disso, quarta-feira, eu fiquei p. da vida com o Colorado, porque o resultado do jogo foi medíocre, pra não dizer outra coisa.

E não, eu não contei isso antes porque eu não sou forever alone que nem vocês, que ficam o dia todo na internet.

E sim, eu ganhei vários felizes aniversário, mas nenhuma fic.

E eu queria desejar Feliz Páscoa pra todo o mundo que comenta nesse blog. Ou seja: filhota, eu te amo!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Escribo


Bom, gente. Isso aqui é uma fic. É, uma fic, e eu tou achando que alguém deve ter-se esquecido de que diabos significa uma fic.

Isso aqui tem YURI. Sabem o que é isso? Sim, duas GAROTAS tendo relacionamentos amorosos, pra negada aí ver que eu não tenho preconceito contra PORRA nenhuma, exceto sertanejo universitário. Ou seja, classificação +18, mesmo que meninas com 11 anos já não sejam virgens.

Depois, o casal é Amy Lee e Emilie Autumn, embora às vezes não pareça.

Por último, esse é o meu presente pra Maria, que tá de aniversário hoje. Maria, eu não sei se ficou como tu gostas, mas foi o melhor que eu consegui fazer. Quero que tu saibas que foi com todo meu amor e carinho.

Escribo

Tinha os olhos fechados, o coração na mão. Depois de ler e ler e ler e ler e ler, ainda não conseguira achar um jeito de escrever. Às vezes conseguia ver a professora do primário com um livro didático na mão, repetindo severamente que quem lia escreveria melhor. Enfiava a cabeça entre as mãos e retrucava para a lembrança: "mentirosa".

Tão fácil. Escrever algumas frases, formar um parágrafo. Dois, três, dez. Reunir palavras. Oh, meu Deus, escrever. Basta apertar umas teclas, não basta?

Não basta. Era olhar pro monitor e lembrar do rosto dela, dos olhos dela. Do seu sorriso, de como ela olhava. Oh, deuses, meus deuses. Acariciou o próprio couro cabeludo com as unhas compridas e vermelhas e repetiu para si, mentira, mentira, mentira.

E começou. Talvez um "E"? Posso começar com o teu nome, minha amada? Batido demais, talvez. Uma lembrança de aniversário. Devia entrar na sua casa gritando o quanto a amava e o quanto ela fazia falta, sabia? Ou talvez fazer um puta estardalhaço em rede nacional, feliz aniversário, minha linda.

Mas estava na Inglaterra, no Velho Mundo, merda, como era burra.

Queria entrar na casa dela, beijá-la. Oh, minha amada, como tu ias reagir? Gritar comigo? Ou talvez corresponder, me beijar também, dar pra mim a felicidade que eu te devo hoje, no teu aniversário, minha amada?

Mas não sabia nem lhe mandar um e-mail, porque os dedos não obedeciam.

Estou mordendo os dedos. Mordendo os dedos de vontade de te morder, sabia?

Amy fechou os olhos de novo. Talvez, morder-se seria uma boa pedida, um castigo por não saber escrever nem uma porcaria de e-mail.

E nem viu quando seus dedos escreveram "Happy Birthday" sozinhos.

Baixou a cabeça, derrotada, prestes a clicar em "enviar". Mas não era isso que queria dizer. Happy birthday era muito pouco, era pouco demais comparando com o que sentia.

Mas não ia deixar passar em branco. Enviou, pensando em se vingar de si mesma assim que voltasse aos Estados Unidos, assim poderia morde Emilie à vontade.

Perdera a batalha, mas não a Guerra. Ia vencê-la, dar a ela o que ela merecia.

-s-s-s-s-s-s-

Merece comentários?

sábado, 17 de março de 2012

Três anos!

E aí, povo do mal?! Hoje é o aniversário de três anos do blog! TRÊS ANOS! Sabem o que isso significa? Que eu estou há três anos postando bobagens aqui e vocês estão há três anos me aguentando!

Como em todo aniversário em programas de tevê, vamos rever alguns momentos emocionantes desse blog!

Fabio - Tu existia antes di me? (impressionado)

Eli - Na verdade não, porque tu é mais velho.

Fabio - Non, antes di me conhecer.

Eli - Provavelmente, porque quando eu te conheci eu já tinha tido doze namorados e o Denny.

Fabio - DOZE?!

Eli - É, por aí. Margem de erro de dois por cento, que nem pesquisa eleitoral.

Fabio - Tu pode ter tido 12,24 enamorati? 0o

Eli - Ou 11,76. Sim.

Voltando ao assunto, a primeira postagem no blog foi essa bobagem aqui:

"terça-feira, 17 de março de 2009
Hoje mesmo
Caramba, eu podia ter dormido a manhã toda, tava mooorta. Trabalho é, realmente, uma droga. Que, felizmente, não vicia. Ou sim. Sei lá.Raul Seixas disse: "A formiga só trabalha porque não sabe cantar". Eu preciso aprender a cantar logo...

Eu tou afim de ler uma fic decente (com lemon, de preferência) mas não encontro nenhuma. Aff.
Dizem que quando um viciado tá muito tempo sem a droga, ele começa a vê-la em todo lugar.
Eu tava lendo "As rãs", do Aristófanes e me deparei com: [isso no inferno]"você vai encontrar (...) quem não tirou dinheiro do seu salário para pagar ao menino de quem abusou sexualmente (...)". Ou seja, pedofilia pode, desde que seja paga. Yaoi Darklemon Shotacon.
Os gregos bebiam.
Enfim, Deus tá vendo.

P.S.:Hoje vai sem foto, eu tou sem nenhuma. Comentem, mostrem que tão vivos!!
Ah, você vai ler minhas fics em :http://www.fanfiction.net/u/1526960/Elizia_Kiyamada"

Como vocês podem ver, eu ainda não aprendi a cantar e tou trabalhando até hoje. Quanto aos gregos, bem...

E essa foi a primeira foto que eu enfiei nesse blog:



E a primeira aparição do Kabof:

Eli (trabalha na sua última fic, Lua Azul)
James (observa o Kabof)- O que é?
Eli- É o Kabof, meu assistente. Eu trabalho e ele assisste
James - Isso eu sei, mas o quê?
Eli - Um kobold.
James - Pokémon estranho...

(Silêncio.)

James - Um pokémon raro! O chefe vai adorar!!!!! Grana!!! $.$
(carrega o Kabof, mas é preso por uma dúzia de kobolds)
James - Que qué isso?!
Eli (sem parar de escrever) - Kagebushin no jutsu.O Kakashi ensinou pra ele quando teve aqui.

E o James teve que desistir de levar o meu ajudante.

Bom, depois disso, vocês tiveram que aturar muito, mas muito futebol!

E essa foi a primeira fic que eu postei aqui:

"Fanfic macabra sem yaoi i.i
Eu escrevi essa fic, mas todo mundo que leu não entendeu. Per favore, alguém entende isso aí!!!!

Fic sem yaoi ou violência, porém recomendada somente para pessoas de coração forte....


Saudades mútuas

Chovia.
E ela já limpava o assoalho pela terceira vez. Umidade é uma coisa terrível.
As vizinhas reclamavam da chuva porque os filhos ficavam brincando (e fazendo bagunça) dentro de casa.
Ela não. Pelo contrário: adorava ver os pezinhos descalços correrem de um lado para outro sobre o piso que resmungava do esforço rangendo.
Ah, o maldito nhec-nhec da madeira que cobria o chão. Precisava lembrar-se de pedir ao marido para trocar o taco.
Suspirou. Desde que os filhos sumiram das suas vistas, ela não sabia o que era viver. Ia se arrastando molemente pela existência, doente de tristeza e saudade, como um caracol depressivo.
Onde andariam eles? O caçula desaparecera quando bem menino, será que ainda respirava?
E o primogênito? A última vez que pusera os olhos nele o achara tão estranho.
Esperava que estivessem bem, se alimentando direitinho. Aqueles dois teimosos.
E as baratas? Multiplicavam-se a olhos vistos, junto às traças, cupins, mariposas. O lugar parecia abandonado, e não era por falta de asseio.
Será que não fazia direito a faxina? Talvez, não tinha mais ânimo, só de pensar que as crianças podiam não estar bem.
Voltou a brigar com a poeira quase molhada, antes de o gemer do piso denunciar que não se encontrava só:
-Boa tarde – o homem aproximou-se dela e lhe cobriu os lábios com um beijo suave.
- E então?.... – indagou esperançosa sobre alguma pista dos pequenos.
-Nada – respondeu triste o esposo e, vendo a mulher sentar-se desolada, abraçou-a, procurando confortá-la. – Não fique assim. Eles voltarão.
Ela permitiu que as lágrimas escorressem. Mesmo que pudesse ter outros filhos, a ausência dos primeiros a impediria de ser feliz como antes.
-Sasuke... Itachi... Onde vocês se esconderam? Mamãe precisa de vocês... - e chorou no colo do amado.

-x-x-x-

No mesmo instante, um pequerrucho aperta a própria mãozinha e declara para si, decidido:
-Não importa... Não importa que a minha alma se afogue em trevas, eu o matarei... Itachi Uchiha, algoz de meu clã!

-x-x-x-
Alguém entendeu? Oo
Comentem por favor!!!!"

Ela recebeu SEIS COMENTÁRIOS! Agradecimentos ao pessoal que comentou =D

Fabio - E essa postazem qui.

"Sasuke - Eli, eu tava pensando.
Eli (borda) - No quê?
Sasu - Eu já li Denny, com y, e Dennie, com ie. Como é, afinal?
Eli(Pára de bordar. Pensa.)-Realmente, é uma exelente pergunta. Talvez a gente devesse escrever com u mesmo.
Sasu - ??
Eli - Em francês, o u tem som de i.
Sasu - Esses caras são malucos ¬¬ Coisa estranha.
Eli - O importante é que o acento tônico é na última sílaba: De-ní.
Sasu - De onde vocês tiraram esse nome?
Eli - Chamaram-no assim, no Haiti, onde o adotamos. Resolvemos pôr pra ele não perder a noção de suas origens, ou algo do tipo."

Eli - O que é que tem?

Fabio - Denny, o ché for, se escreve Denis.

Eli - CUMÉQUIÉ?

Fabio - É, Denis.

Eli - O GURI TÁ COM TRÊS ANOS E SÓ HOJE TU ME AVISA?!

Fabio - scusa, pero...

Eli - Bom, esquece. E aí, a Jessie ficou cuidando do blog e do Denis, já que o Fabio insiste, enquanto eu viajei pra Itália:

"Bom, pessoal, aqui é a Jessie. E cadÊ a Eli? Ah, a Eli. Eu despachei ela no primeiro avião pra Itália, atrás do Fabio Lione. O vocalista do Rhapsody, cambada de incultos. Depois que eu catei o Ademenílson e o Jiraiya tá com a Tsunade, a coitadinha anda meio sobrando. Ainda tinha o Camões, mas não podemos deixar ela só falar latim, neah? Aliás, ele achou a Shizune linda de morrer."

Fabio - Enton foi deliberado?

Eli - O quê?!

Fabio - O nostro "encontro casual".

Eli - Casual? Ahn, ah, casual. Não, não, foi por acaso, mesmo. Sem a menor intenção. http://www.blogger.com/img/blank.gif

Fabio - (tá orgulhoso, mas não quer que a Eli perceba). E depois?

Eli - A gente já tava em 2010, que foi o ano que essa bodega foi mais atualizada:156 postagens! Aí depois eu comecei a levar a faculdade a sério e postar menos.

E aí eu postei Uma breve história do metal, que, devido ao tamanho, eu não vou postar aqui. Mas leiam lá e deixem seus comentários! kk

Bom, e daí eu postei essa foto linda:



Fabio .-.

Eli - Nós já távamos em maio, e aí começou a Copa do Mundo, e os posts sobre a Copa, claro. O melhor, a meu ver, foi esse:

""Depois de Diego Maradona dizer que que correria pelado pela praça do Obelisco em Buenos Aires caso a Argentina fosse campeã do mundo (...) Uma bela apresentadora de tevê disse que se o Chile fosse campeão ela ficaria nua em rede nacional. (...) O diretor técnico da AFA, associação de futebol argentina, Carlos Bilardo, disse que faria sexo com o autor do gol do título caso a Argentina fosse campeã (...)"

Fonte: Jornal O Carona de 15/06/2010

Minha primeira reação, ao ler isso, foi de surpresa. Depois, fiquei pensando:

1. O Maradona correndo pelado na rua ia ser uma comédia!

2. A ideia da moça nua talvez entusiasmasse alguns jogadores.

3. Agora, o cara da AFA... Bom, primeiro eu pensei:

a) QUEM vai querer ser o autor do bendito gol, se for esse o caso?

(Só se tiver uma bichinha no time da Argentina. Imaginem o cara pulando e gritando: "Passa a bola pra mim, passa!")

Se todos os jogadores dos hermanos forem espadas - se é que vocês me entendem - é bem capaz de ninguém querer fazer o gol, para não ter que comer o diretor.

b) O cara tem certeza que NÃO vão ganhar.

c) Ou o diretor vai aproveitar a ocasião para sair do armário, o que é bem possível.

d) E se for gol contra? ou frango?

e) e se a Argentina fizer uns 5 a 0, um gol de cada jogador? O Bilardo vai transar com metade do time?

f) e se um jogador fizer dois gols, vai ter tratamento especial?

4. Por último, um apelo: RICARDO TEIXEIRA, PELAMOR DE DEUS, NÃO PROMETE NADA!

P.s: a minha promessa:se ganharem, eu vou dar um tapinha nas costas do Dunga. E só. "

Depois disso, a Andy fez aniversário e aí eu fiz uma fic pra ela e escrevi o seguinte:

"Bom, Gremista gorda mea, essa é a tua singela festinha de aniversário. Eu chamei o povo da Akatsuki, os meninos do Angra, o pessoal de Konoha, o Edo-chan, a Winly, o Al e o povo do quartel, mais o pessoal do Furuba, o Anotsu, a Rin e o Manji.

Como estamos sem grana pra alugar o Maré Alta, nós achamos um lugar onde o Restart ia fazer um show, surramos, amarramos e amordaçamos eles no depósito, fechamos a porta pros pôseres não entrarem e fizemos a festa aqui mesmo!

O Edu Falaschi te trouxe a cabeça da Hinata numa bandeja e eu queria te dar essa fic: "

O tenso da história é que o show do Restart foi cancelado MESMO! (foi nessa época que rolou o puta falta de sacanagem) E eu não sabia!

E depois o Colorado foi campeão da Libertadores!!!

E aí rolaram um monte de posts inúteis, depois começou, finalmente, 2011. Foi quando esse blog ganhou 24 seguidores (adogo!) e completou um ano que este italiano cabeludo está aqui fazendo vocês quebrarem a cabeça tentando entender o que ele fala.

Fabio - Assei ché tu gostasse di cabelos comprido.

Eli - Mas eu gosto. Só que eu não me referia à tua cabeça u.u

Fabio - MEDO DELA

Eli - Depois, esse fofo cabeludo e a Jessie me deram uma fic linda demais *.*

Acho que, depois disso, não rolou nada que seja digno de ser mencionado aqui. E assim acaba 2011, com um amigo secreto e a Cruzada do Edu Falaschi!

Fabio - Questo post è piú inútile, non?

Eli - Se bem que, se quisessem ver esses posts, iam ver o archive do blog .-.

Enfim. Parabéns pra mim, que sobrevivo sem comentários.






Tobi apaixonado

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Eu sei que vou te amar


Bom, hoje é dia de São Valentino, o que torna isso dia dos Namorados na Gringolândia. Aqui não é, mas eu fiquei contaminada pelo Tumblr e pelo Stardoll, e fiz uma fic gay-gay-gay pra comemorar isso.

Aos avisos: Rafael e André não me pertencem *okay face*. Bom pra eles. Isso aqui não aconteceu de verdade, é mera ficção (infelizmente). Essa fic contém yaoi, que é dois homens lindos-gostosos tendo relacionamentos amorosos e o que mais essa autora pervertida conseguir imaginar (e escrever, que é o mais difícil). Menores de 18, vão comer chocolate e tomar Coca-Cola. Quem não gosta também. Agora, quem gosta, fique à vontade pra ler, postar comentário, reblogar e sei lá mais quê que quiser fazer.

Eu sei que vou te amar

Debruçou-se sobre o sofá, Rafael impaciente brigava com o violão.

-O que está fazendo?

-Arrebentei essa droga – resmungou, enrolando a corda com raiva.

André estranhou. Rafael normalmente fazia com um longo prazer tudo que fosse relacionado à música.

-Me deixa te ajudar – pediu, puxando cuidadosamente o instrumento da mão do amigo.

O guitarrista ficou muito vermelho, mas deixou o André fazer o que queria.

-Velho, que bagunça isso aqui. Como tu conseguiu fazer isso?

Rafael deu uma risadinha sem graça:

- Eu sei lá, vei.

O vocal riu também, foi desamarrando devagar os nós feios que o amigo tinha feito.

O Bittencourt foi ajudar e recebeu um tapinha na mão:

-Sai, que tu não sabe desfazer nó!

-Sei sim, me dá – Rafael riu, segurando a mão do amigo. Depois olhou-o nos olhos, como que assustado com o contato.

André também parou e corou, ficando muito mais vermelho que Rafael podia lembrar de tê-lo visto, mesmo não conseguindo lembrar quando o vira pela primeira vez, como se se conhecessem desde a eternidade.

Matos sorriu, soltando a mão do colega, como que para quebrar o clima tenso que se instalara entre eles:

-Nem precisa. Olha, eu consegui.

Bittencourt, embasbacado, demorou uns instantes para aceitar a corda de volta e amarrá-la ao instrumento, e depois afiná-lo devagar e com cuidado. Suas mãos tremiam.

-Pronto – declarou, ao finalizar o trabalho. – Renascido das cinzas!

Dessa vez André chegou a rir, mas o amigo não achou graça na própria piada. Olhava inseguro para o violão, como se no buraco da caixa acústica estivessem as respostas para todas as perguntas do universo.

-O que está fazendo? – perguntou Matos, estranhando o comportamento bizarro do colega.

E então Rafael pigarreou, ajoelhou-se:

-André... Eu tenho uma coisa pra te falar.

O vocal ficou parado, olhando, sem entender nada.

Bittencourt ajeitou o violão no próprio colo, em seguida começou a dedilhar, tão ansioso e trêmulo como quando afinara o instrumento. E depois começou a cantar, como se cada palavra fosse uma pequeniníssima parte de seu coração, que ele queria entregar inteiro ao André.

Eu sei que vou te amar

Por toda a minha vida eu vou te amar

Em cada despedida eu vou te amar

Desesperadamente eu vou te amar

André cobriu a boca com as mãos, contendo as lágrimas que surgiram quando ele reconheceu a música.

E cada verso meu será

Pra te dizer que eu sei que vou te amar

Por toda a minha vida

Eu sei que vou chorar

A cada ausência tua eu vou chorar

Rafael queria ver o que causava no amado com a serenata, mas não podia: tinha que se concentrar nas notas e na voz.

Mas cada volta tua há de apagar

O que esta ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer

A eterna desventura de viver

A espera de viver ao lado teu

Por toda minha vida

André pulou no pescoço do guitarrista, abraçando-o muito forte, chorando intensamente de felicidade.

-Rafael... eu... eu...

-Shhhh, não fala nada... – o Bittencourt já estava mais calmo, após perceber que era capaz de executar a serenata inteira sem erros.

Matos conseguiu finalmente olhar nos olhos do amado, e recebeu um cálido beijo nos lábios:

-Feliz Dia dos Namorados, meu amor!

O vocalista sorriu, e trocou o beijo doce por um atrevido, fogoso, com todo o amor e a entrega que tinha no peito:

-Achei que tu não ia lembrar – disse marotamente.

-Eu nunca esqueço de ti – declarou o guitarrista, puxando uma caixa de bombons. – Divide o presente comigo?

-Não! – André roubou a caixa para si, rapidamente abrindo um e pondo na boca: - Vem pegar!

Rafael riu, e aceitou o desafio.

-x—x-x-x-x—x-x-x-x—x

Eu mereço reblog/comment/like de Valentine’s Day?

domingo, 25 de dezembro de 2011

Coragem


Oi, gente! Feliz Natal!

Aviso: Essa fic contém yaoi. Se não gostar, procure outra coisa pra ler. Os personagens não me pertencem, caso contrário vocês já sabem.


Bom, agora, pra quem gosta: esse aqui é o terceiro passo na deliciosa cruzada do Edu Falaschi pra comer todos os ukes deliciosos que tem por aqui (vou fazer uma tag “Cruzada do Falaschi”, que tal?). A vítima da vez, conforme prometido, é o André Matos. E isso daqui, claro, é o meu presente de Natal pra Andy Niichan Gremista, minha mana! Espero que tu goste!

Coragem

Por mais que não estivesse nem aí para mim, que mal soubesse que eu existia, que não se importasse que eu lhe houvera roubado – roubado? Roubando não, recebido, herdado, de bom grado, o lugar – ele não queria nem saber de mim, nem da posição perdida. Perdida? Ele que cedera.

Ele era altivo. Dócil, talvez. Olhava para os outros com aqueles malditos olhinhos grandes, redondos, apaixonantes. Eu disse apaixonantes? Disse, e repito, André Matos tinha olhos que cativavam qualquer um.

Ele me cumprimentou com um pequeno sorriso, não me odiava, sequer tinha alguma aversão a mim. Por que, André, por quê? Eu queria receber um tapa seu, talvez. Por que eu não posso ao menos receber seu ódio, André? Eu só recebo esses sorrisos corteses, apertos de mão sem profundidade alguma. Por quê?

Seguro sua mão com força. Me odeie, por favor.

E você só sorri, um cumprimento sem ódio.

- Sim?

Não vou resistir. Vou te beijar. Beijar com toda força que eu tiver, te abraçar com quase ódio, com amor, eu acho. Sentir sua boca trêmula na minha, seu calor inocente. Ah, Deus, por que demorei tanto? Me abraça com força, quero sentir seu medo e sua submissão, meu doce André. Quero levar esse beijo às últimas conseqüências, ou tu me odeias ou tu me amas, meu ingênuo coração submisso.

Seus olhinhos chorosos, de medo. Isso, tema a mim, seu violador e seu salvador.

Seu sorriso:

-Olha, boa sorte no show, tá? O Kiko me falou que a tua garganta já tá bem melhor.

Confirmo.

Por que eu não tenho coragem pra me fazer temido, amado e odiado?

-s-s-s-s-s

Deixem review.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

You Can’t Wake Me Up

Essa minific é destinada à Maria, que mandou a primeira ask no tumblr. Segue.

Contém yaoi Zacky x Syn. Os personagens não me pertencem e yaoi é só pra maiores.

You Can’t Wake Me Up


Resolvi, só de sacanagem, acordá-lo no meio da noite. Acordei. De propósito. Caminhei pé ante pé até a cama em que ele dormia. Sentei no colchão.

Ele ressonava que nem um bebê depois da mamadeira. Não pude conter um riso de gozo.

Lá vou eu. Acordá-lo. Um baita susto, pra ele revelar que era uma mulherzinha.

Mas… Nossa, Zacky, você fica tão fofo quando dorme… Acho que não vou ter coragem de te acordar.

Gastei uns minutos admirando ele.

Chega, porra. Pára de frescura, Syn.

Cheguei bem perto dele e, sem pensar, meti os dentes com força no pescoço dele, esperando o susto e o gritinho.

Mas eles não vieram. O que veio foi uma boca faminta, que me arrancou os dentes de onde estavam e me deu um beijo divino.

Sem pensar, me entreguei àquilo. Ao mais delicioso beijo que já recebi na minha vida.

-x-x-x—x-x

Bom, Maria, é isso. Espero que tu tenha gostado.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Banned From Heaven



Bom, pessoal. Hoje é Dia das Crianças e, mesmo que yaoi seja proibido pra menores de 18, estou postando uma fic yaoi de presente (de Dia das Crianças) pra Andy Niichan, gremista linda que não tem 18 ainda.

Pra quem não sabe o que é yaoi, trata-se de dois machos (ou nem tanto) se agarrando e fazendo coisas impróprias pra gente da tua idade, meu querido fã de Slikpnot. Se isso te ofende, oprime ou magoa, tem biscoito em cima do fogão. Fecha a página e vai lá pegar.

Agora, pra quem gosta: essa fic é o segundo passo na Cruzada do Edu Falaschi pra comer todos os ukes deliciosos por aí. A vítima dessa vez é o gostosíssimo Alexi Laiho, do Children of Bodom. O próximo é o André Matos. Aguardem.

Como eu ando sem imaginação, é uma songfic (Banned From Heaven, Blooddrunk, Children of Bodom, 2008). Espero que os pervertidos de plantão curtam.

A propósito: os personagens não me pertencem, ou eles não sentariam nunca. Isso é uma obra de ficção e não tem nada a ver com fatos reais.

Banned From Heaven

Viu-o sentado, olhos grudados no chão, que nem uma criança abandonada.

-O que está fazendo aqui? - perguntou, chegando muito perto dele, encostando de leve nas suas espáduas.

O outro rosnou algo ininteligível.

-Como? - Edu chegou com o rosto mais perto da boca dele, para tentar ouvir.

- Eu tenho vergonha de você - repetiu, ainda rosnando.


It's a dolour that I cannot show.
When all the angels are foes.
But you probably knew that I was lost


É uma dor que eu não posso mostrar
Quando todos os anjos forem inimigos
Mas você soube provavelmente que eu estive perdido



-Vergonha? - Falaschi levou um susto, erguendo-se de repente, chocado com o que ouvira.

-Vergonha - confirmou o outro, ainda olhando pro chão.

-Mas vergonha do quê? - o mais velho prosseguia parado, pensando, como se lhe houvessem dito que devia dinheiro e ele parasse pra calcular quanto.

-De quê? DE QUÊ? DE QUÊ?! - Dessa vez, Alexi se erguera e dava de dedo no outro. - Ficou surdo ou eu preciso ter vergonha da tua covardia também?!

Edu ficou em silêncio alguns segundos, fitando sério aqueles olhos claros acusadores.

-Fala baixo, estamos em um hospital.


Did you think that I would break now.
With something I have lost.
Swim with the light.
What can i do?


Você pensou que eu ficaria para baixo agora
Com algo que eu perdi
Nadar com a luz
O que eu posso fazer?


Laiho fechou a boca, envergonhado, dessa vez de si mesmo.

-Vamos sair daqui, dar uma caminhada, aí conversamos melhor.

O finlandês deixou-se conduzir, empurrado levemente pelas espáduas. Ah, as espáduas.


Foi lá que sentiu um toque suave, quase um carinho.

"-Oi, podemos conversar?

Hoje, dez anos depois, poderia confessar que ainda era um idiota naquela época. Mas naquele minuto, sentiu o arrepio mais idiota que já sentira na vida, até ali.

-Podemos - resmungou, esforçando-se por conter a onda de sensações que o invadia.Mas não. Foi carregado, arrastado, domado, dominado. E jamais se esqueceria de como foi subjugado naquela primeira vez. E nas outras mil, que nem uma criança apaixonada.

-Você foi o único que me tomou – disse-lhe uma vez, em tom de ameaça. – Se não conseguir ser o maior de todos, eu acabo contigo e com quem te humilhar.

O brasileiro riu, enfiando uma das mãos por entre as pernas claras do amante:

-Não se preocupe com isso.

Alexi jogou a cabeça para trás e gemeu alto com o carinho.”

Viu-se no jardim do hospital, a sós com ele.

-Aqui é mesmo um bom lugar pra você se explicar.

-Achei que soubesse que estou doente.

-Não é desculpa! Eu confiei em você! Eu te amei! Eu...

Foi interrompido por um beijo faminto e apaixonado, na boca. Conquistado, fascinado, apaixonado, retribuiu com fúria, agarrando os ombros dele.

Yaw!

I blame myself for every second.

That I could burn the ground.

Standing for the only one, for you.

That shall be blood at all.

Yaw!

Eu culpei a mim mesmo por cada segundo

Que eu poderia queimar na terra

Esperando o único, por você

Até que haja sangue em tudo

-Me desculpa, Alexi, mas eu não tenho mais condições.

Olhou tremendo pra ele. A voz estava fraca mesmo, como um suspiro.

-Pelo menos podia ter se poupado do ridículo! – insistiu ainda, os olhos cheios de lágrimas.

Edu não respondeu, afrouxou o abraço, ou melhor, soltou o amante, e virou o rosto:

-É a velha imbecilidade, que não largou nenhum de nós dois.

Alexi agarrou a ponta da manga da camisa dele:

-Pára com isso, pára de falar como se fosse morrer!

Edu sorriu com o desespero do rapaz.

-Eu só estou triste porque não queria te decepcionar.

Why did you cut me, cut me out.

I was the one who sold

My body and soul to the devil.

Little did I know when I thought.

I am the one with light.

Since when we spoke, I sleep with fire.

Porque você me cortou, me cortou para fora

Eu fui esse que vendeu

Meu corpo e alma ao diabo

Pouco eu soube quando eu pensei

Eu sou esse com luz

Desde quando nós falamos, eu durmo com fogo

Laiho interrompeu uma lágrima que caía:

-Me decepcionar?

-Está triste comigo, não está?

O guitarrista apertou as próprias mãos:

-N... Nã... Acho que não... Eu...

-Vamos pra casa comigo? – interrompeu Falaschi com um selinho, tomando a mão do outro.

-Não vai ficar aqui? – surpreendeu-se o mais jovem, as lágrimas no meio do caminho entre os olhos e o coração.

-Não, só vim fazer uns exames.

Alexi pulou de alegria, agarrando o pescoço amado e beijando-lhe a face. Depois se conteve, ficou muito vermelho, e o fez rir.

-Quero te mostrar que é só a minha voz que não tá boa.

O guitarrista subiu alguns tons na escala de vermelhidão do rosto e deixou-se levar. Como na primeira vez.

Wake up, in a pool of blood.

Locked up, when you get banned from heaven.

Look and I just saw me dripping down blood.

Don't worry, I'll get up to get down where I belong.

Acorde, em uma piscina de sangue

Preso, quando você for banido do céu

Olhe e somente veja em mim o sangue escorrendo

Não se preocupe, eu vou levantar e ir para baixo (inferno), a que eu pertenço



-s-s-s--s-s-s

Bom, espero que tu goste, Niichan (tu e os pervertidos de plantão) e que vocês me deixem muitos reviews! Feliz Dia das Crianças!

domingo, 9 de outubro de 2011

Feliz Aniversário

Eli (se joga na poltrona)-Puxa, Jessie, que trabalho.

Jessie -Vou ter uma síncope.

Eli -Aqui em casa é foda, todo mês tem um.

Kakashi - E o sofrimento que foi fazer minha festinha mês passado, né?

Iruka - Foi um prazer, tá, Eli?

Kakashi - É só a gente contar pro Fabio o quanto ela tá reclamando.

Eli - PQP, tem gente que pede pra ser chato e entra na fila.

Jessie - A nossa sorte é que nesse mês o Fabio e o Naruto fazem quase no mesmo dia.

Nílson - O Emo que teve sorte, não precisou trabalhar, só distrair os dois.

-s-s-s-s-s-s-

Enquanto isso....

Emo - Olha, Naruto, ficou bem em mim?

Naruto (sangrando arco-íris pelo nariz) - Ã-ham....

Fabio (morto de tédio) - Vomo embora, per Dio....

Emo - Ai, não, preciso comprar umas roupinhas pra mim (ofendida)

Fabio - Tá bene, ma io vô dá una passadinha nuna loza di instumenti musicale ché tem qui pertinho.

Emo - Nããããão! quero dizer, péra eu terminar aqui que eu já vou junto. Olha esse jeans!

Naruto - Siiiiiiiiim (vomit rainbow)

Fabio - (-o-) Io só quero ir pra casa, levar a Eli per zantare.... Dio mio, per ché mi hai abandonato?

Moça da loja, observando tudo - TENSO

Emo - Ai, que reclamão! Não sei como a Eli te aguenta! e ainda me chama de chato! Fabio, olha essa calça e diz o que acha!

Fabio - Igual'altra tutto.

Emo - Quê?!

Fabio - As altra ché tu provou sono iguale!

Emo - aaaaaaaaai, que chato!

Fabio - Pergunta pro Naruto, enton, pora!

Emo - Mas o Naruto não conta, porque é óbvio que ele me acha lindo!

Fabio (¬¬)³³³

Naru - Sasuke, vamos comprar uma fantasia beeeeeem sexy pra ti, 'tebayo? [sangrando arco-íris pelo nariz]

Moça da loja - TENSO² [passando pano no chão pra limpar a sujeira colorida]

Emo - Ai, Naruto, não fala isso alto!

Fabio - Compra questo logo, e vomo na loza di música de una vez!

Emo - Ai, ai, que pressa! (entra no provador. Toca o celular dele)

Moça da loja - Ai, eu amo essa música!

Fabio pra ela ¬¬"

Emo sai correndo do provador - Vamos embora!

Moça da loja - Não vai levar nada?

Emo - Vamos embora!

Fabio - E a loza di música?

Emo - Eu quero ir embora!

Fabio - TENSO

Naruto - Ah, e a tua fantasia, Sasu-chan?

Emo - EU QUERO IR EMBORA!

Fabio - Ché droga, io queria ver mio disco ToT

Emo - VAMOS E PRONTO!

Naru - O Sasu-chan que manda, dattebayo!

Fabio - ToT

-x-x-x-x-x-

Nílson - Eles tão chegando, eles tão chegando!

Eli - Todo o mundo quieto, eu vou trazer o Fabio pra dentro!

[Pessoal se esconde e apaga as luzes. Eli sai de casa.]

Eli - Como vocês demoraram!

Fabio - Culpa do Emo.

Eli - Ah, Sasuke, que feio, enrolando o Fabio.

Emo ( começa a chorar) - Mas foi tu que [Eli tampa a boca dele]

Eli - Vamos entrar, eu fiz um cafezinho pra nós.

[Entram]

PARABÉNS PRA VOCÊS
NESSA DATA QUERIDA
MUITAS FELICIDADES
MUITOS ANOS DE VIDA!!!

E os dois idiotas meio embasbacados, sem saber o que fazer.

Emo - Ai, Naru-kun, feliz aniversário [grudando no pescoço dele]

Eli - Nós pedimos pro Emo distrair vocês enquanto a gente preparava tudo.

Fabio - Ano ché vem, vai tu, tá bene?

Eli - ?

Iruka - Naru-chan, eu espero que tu gos...

Naruto - PRESENTE PRA MIM? CADÊ CADÊ CADÊ, DATEBBAYO??

Iruka - Aqui, ó ¬¬"

Naruto [abre o pacote] QUE FODA QUE FODA QUE FODA DATTEBAYO!

Eli - Pelo menos, tu sabe que ele é sincero.

Iruka - É.

Fabio [puxa a Eli pelo pulso] - Non precisava tanto, io tinha só pensado em zantar fora.

Eli - Na verdade, eu fiz mais pra deixar o Naruto feliz.

Fabio .¬.

Eli (selinho nele) - Tou brincando, seu bobo. Olha só, eu te comprei o DVD que tu tava namorando.

Fabio - Ma como tu...

Eli (pisca um olho) - Eu sou foda, tá? Agora vem, vamos cortar o bolo.

-s-s-s-s-s--s-

À noite:

Emo - Naru-kun, eu quero te mostrar uma coisa.

Naruto - Tou com sono, dattebayo. Amanhã tu mostra.

Emo - E se for uma fantasia sexy de coelhinho?

Naruto - PERDI O SONO, DATTEBAYO!

Emo - Então espera aí que eu vou me vestir.

Naruto - Tá, dattebayo! [excitado]

Emo vai se vestir. "Vou demorar bastante pro Naru-kun ficar bem duro", pensa. Duas horas depois, ele volta pro quarto, todo produzidão.

O Naruto já tava roncando, em sono alto.

Emo - ToT







sexta-feira, 29 de julho de 2011

Não tenho mais medo do Pecado


Hoje é aniversário da Milly, a minha filhota do coração, e a mamãe trouxe um presentinho pra ti, minha linda! (Teu pai preferiu só dar os parabéns rsrs)

Pros outros: essa fic contém yaoi Hitachincest. Ou seja: relacionamento homossexual masculino e incesto. Caretas, religiosos, gente chata, homofóbicos e vovós fora.

Os personagens não me pertencem.

Então, Milly, challenge accepted!

Eu não tenho mais medo do Pecado

-Hey, Hikaru, lembra daquela babá que a gente tinha? Eu tinha um medo ferrado dela. Ela ficava olhando pra gente com aqueles olhos arregalados, aquele cabelão esquisito.

-Parecia uma bruxa.

-É, ela parecia uma bruxa. Ela arregalava e falava do Pecado.

-O Pecado?

-É, o Pecado. Eu ficava com medo. Achava que era o Bicho Papão que vinha comer criancinhas.

-E quem era?

-Tu não lembra?

-Não, não lembro! Agora fala logo!

-Foi aquele dia. Aquele dia que a gente foi brincar no jardim.

-A gente sempre brinca no jardim!

-Calma, Hikaru! Pô! Tava um dia bem gostoso, a gente foi brincar no jardim. Ficamos lá, aí você se aproximou de mim. “Kaoru, olha isso.” “Isso o quê, Hikaru-chan?”. Eu cheguei mais perto. Tinha sol, aí não dava pra ver direito o que tu tinha na mão. “Olha”. Era uma pedrinha bonita e colorida e brilhante.

-A pedra, lembro da pedra. Eu guardei ela.

-Sim, guardou. “Posso pegar na mão, Kaoru-chan?” Você me olhou, acho que tava com ciúmes da pedra.

-Eu me lembro. Eu não tava com ciúmes da pedra, tava com ciúmes de você, porque você achava a pedra mais bonita que eu.

-Eu não achava a pedra mais bonita que você! Nada, nem ninguém, é mais bonito que você!

-Não? – Kaoru sorriu, enternecido com a declaração repentina do irmão.

Hikaru deu um selinho no outro e ele continuou:

-Bom, daí tu me deu a pedra. Tava brilhando mesmo.

-É linda mesmo.

-É, né? Aí eu falei “puxa, Hikaru, onde você achou?”. Aí tu disse “ali, ó”. Eu olhei.

-Eu me lembro. Aí eu fiz isso.

Hikaru pegou o irmão pelo queixo e o beijou bem devagar, com cuidado e carinho, sendo retribuído na mesma intensidade, abraçado.

Assim que o carinho se findou, os dois irmãos se olharam apaixonadamente.

-Foi sim.

-Eu só não entendi o que isso tem a ver com o Pecado.

-A babá, ela apareceu gritando que “é pecado, é pecado!”. Aí eu entendi.

-Entendeu o quê?

-Entendi que o Pecado é o bicho papão que come crianças que se beijam.

-Puxa, se você tem medo do Pecado então a gente não pode se beijar – Hikaru falou bem sério.

-Não tem problema – Kaoru retrucou, sorrindo. – Nós não somos mais crianças.

-s-s—s-s-s-s—s

Bom, é isso. Filhota, espero que tu tenha gostado.

E os outros, deixem review, senão eu vou contar pra mamãe que tão lendo yaoi.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Letter Love Machine

Hoje tem aniversário!!! E é da Gremista!!!


Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!



Gremista do meu ♥, hoje é teu aniversário, e eu escrevi essa fic singela pra ti. Espero que tu goste.

E aos desavisados:

Isso é uma songfic

~>Perfeita Simetria, Engenheiros do Hawaii, (O Papa é Pop, 1990)
~> Lavatory Love Machine, Edguy, (Hellfire Club, 2004)

Contém yaoi Edu Falaschi (Angra, Almah) x Tobias Sammet (Edguy, Avantasia). Não gosta? Feche a página.

Classificação +16

Essa é uma história de ficção. Quaisquer semelhanças com fatos reais serão meras coincidências. Os personagens não me pertencem.

Letter love machine



Afundou-se na poltrona. Tédio. O avião já vai decolar e blá blá blá. Pegou o livro que trouxera:

Sprechen Sie Portugiesisch und

Desta vez não iria pagar mico. Ia sair falando fluentemente aquela língua maldita.

Estava lendo aquele troço, quando ouviu um português claro e perfeito. Olhou pro lado. Do outro lado do corredor, estava um sujeito loiro. Já o vira... não?

O cara pedia alguma coisa para a aeromoça. Falava baixo. Droga. Não estava entendendo nada.

Tobi voltou os olhos para o livro. Não deveria ser um "sprechen sie portugiesisch und", mas um "entenda essa língua horrorosa - manual prático para não pagar mico". Não esclarecia nada. E daí que "katze" é "gato"? No que ia ajudar isso? Aliás, como se pronuncia "gato"?

Jogou o livro de lado. Concentrou-se no rapaz louro. Tentou pescar alguma coisa. Nada.

Massageou as têmporas, resignado. Ia pagar mico, já sabia.

-Tobias Sammet?

Acordou. Era o cara.

-Sou eu - respondeu, esperando algo absurdo na língua desconhecida. Mas o cara falava inglês:

-Nunca imaginei que viríamos no mesmo avião.

Ficou olhando atônito para o outro. Por que diabos ele sabia inglês?

-Sou Edu Falaschi. Do Angra.

Aaaaah, mas é claro. Ouvira algo a respeito. Conhecia o André Matos.

-Prasser em coniecer - tentou falar português, queria ouvir o cara. E aí o viu arregalar os olhos. Rá, dera certo!

Edu pareceu, depois, recobrar-se do choque de ouvir aquilo e respondeu, finalmente:

-Muito prazer.

Tobi ouviu, entendeu, e sorriu. Pra alguma coisa serviram as leituras.

Em seguida, Eggie chamou o brasileiro e começou a conversar com ele alguma coisa em que Tobias Sammet não estava muito interessado. Afundou na poltrona de novo. Ficou ouvindo, ao longe, a voz do Falaschi responder, às vezes hesitando um pouco, e sorria de vez em quando por causa do sotaque dele.

Dormiu.


Não soube dizer por quantas horas esteve dormindo, quando sentiu uma mão em seu ombro.

-Tobias - falou baixo o Edu, cuidadosamente no ouvido do outro. - Vem comigo.

Embriagado por aquela voz, o Sammet não conseguiu resistir. Seguiu-o como um zumbi. Não soube o quanto andaram, dentro do avião. Só soube que, quando pararam, o Falaschi simplesmente o segurou bem firme, por baixo dos braços, e ergueu-lhe o queixo, e o beijou.

Sammet fechou os olhos, deliciado com o beijo. O brasileiro era forte, quente. Mas não se deixou levar por muito tempo. Afastou-o, embora quisesse ficar mais tempo naqueles braços.

-O que tá fazendo?

Edu se embaralhou. Não soube o que dizer, só ficou olhando para o outro, como se as palavras fugissem de repente.

-Tá pensando que eu sou fácil? - continuou o mais jovem, ainda teimando contra a vontade de se deixar levar.

O vocal do Angra estava de boca aberta, pasmado.

-Não é assim que me ganha, viu?

Um riso.

-Teimoso - sussurrou o mais velho, dando leves mordidinhas no pescocinho do alemão.

Tobias gemeu muito baixo. Não queria que ele percebesse.

-Teimoso - Edu repetia, agarrando a cintura dele.

-Hey, Tobi! Tobi!

-Hein?

Era Eggie.

-Põe o cinto, cara. A gente já vai pousar.

Sammet olhou pro lado, e o Falaschi lhe sorriu depravadamente. Corou.

-x-x-x-x-

Era mergulhar no abismo, de olhos fechados, e esperar que ele segure, sustente. Tobi prende a respiração, olhando Falaschi soltar a voz e quase se levanta pra xingar, quando Bittencourt interrompe o colega:

-Que merda, Edu! Concentra!

Vamos voltar
Ao tempo em que nada
Nos dividia


Tobias fingia que ainda estavam no avião, aquela mão na sua cintura, e que ele não tinha feito a bobagem de afastá-lo... não?

You're whipping with an iron voice
You command
Você está me chicoteando com sua voz metálica
Você comanda


Ergueu-se da cadeira. Saco. Não queria mais ser um expectador daquelas brigas sem sentido, por causa de uma nota ou duas.

-Tá viajando, cara? Parece que tá apaixonado!

Apaix... Parou. Não, isso não. Sabia o que significava "apaixonato", Sammet repetia. Abaxonato, apaxonato, apaixonato. Isso não. In love, confirmava o dicionário.

Ah, mas não era isso, não. Era uma... falta? Falta? Folheou o livro, na procura de uma palavra melhor. A palavra faltava. Edu faltava?

Achou.

Saudade.

Pronunciou devagar, observando a transcrição fonética.

Sa-u-ta-t. Sa-u-da-t. Sa-u-ta-d.

Ouviu a própria voz, e ficou satisfeito. Sa-u-ta-t, repetiu.

Edu estava próximo. O guitarrista... Conhecia ele. Era bobo, muito bobo, e ficava ainda mais bobo perto do André Matos. O vocal do Edguy riu.

Abriu a boca. E-tu, ensaiou.

Finalmente conseguiu dizer em voz alta:

-Etu.

Os dois olharam pra ele, Kiko Loureiro e o baixista, também não lembrava o nome dele, ia lembrar, e o bateirista largou as baquetas.

-Etu - Tobi repetiu.

A cara de surpresa do Bittencourt passou para um sorriso e, em seguida, a uma gargalhada.

-Topias Sammet, né? - e riu de novo.

O vocal do Avantasia olhou para os outros, que também não pareciam estar entendendo muito, e depois para o guitarrista:

-Sou eu - disse em português.

Edu estendeu a mão para o alemão:
-Não liga pro Rafael. Ele é um idiota

-Vocês é que são uns mal-humorados! - xingou o Bittencourt, voltando à guitarra.

-Mas fala - o Falaschi olhou firme nos olhos do outro, amigável.

Abriu a boca.

Ich wollte nur sagen ...

Perfeito. Mas ele não ia entender. Como mesmo se dizia "Ich wollte nur sagen" em português?

As palavras fugiram. A única coisa que poderia dizer é Edu, Etu, Etu, Etu, Edºu eternamente. Mas grandes coisas. O máximo que isso faria é lembrá-lo de que Sammet era doido.

-Esse é dos que aprenderam a dizer Ich liebe dich em português - Bittencourt resmungou, aborrecido porque não tinham gostado da piada dele.

Se hoje lhe perguntassem por que fizera aquilo, Sammet não saberia dizer. Mas o que ele fez foi sair correndo, assustado, não com o que o Rafael dissera, mas com a velocidade que ele pronunciara cada palavra. Velocidade agressiva.

-Rafael! - Edu xingou, mas não seguiu o outro vocalista.

-Ah, qualé!

Toda noite de insônia
Eu penso em te escrever
Escrever uma carta definitiva
Que não dê alternativa
Prá quem lê


Por que diabos as palavras fugiam? É pra fugir? Fugira também, ora!

Isso não é legal. Não mesmo. Precisava fazer alguma coisa.






Que tal....



Decorar as palavras!




Genial. Só precisava escrevê-las.

Pegou uma folha de papel. Vamos lá.

Como começar?


O nome dele, claro.

E


Como se escreve Edu mesmo?

Ficou olhando para aquele E forever alone no topo da folha, ele olhando também para o Tobi, os dois sem saber continuar. Etu, Etu, Etu.

Deve ser um t, claro.

Escreveu o t.

E agora? Oo? Não, não.

Folheou o livro. Devia ter um capítulo "escreva o nome do seu amor". Ou "como escrever Edu Falaschi sem passar por analfabeto".

Resolveu procurar na internet.

E ali estava. Fácil, agora era só copiar ad literam, E-D-U F-A-L-A-S-C-H-I, pronto.

O nome dele estava escrito, nem tinha sido tão difícil.

Agora vinha a parte fácil. Todas as palavras estariam no dicionário.

Só faltava saber quais usar.


Pensou muito, mesmo. Jura que pensou. Mas nenhuma delas era boa, nem mesmo em alemão as palavras se encaixavam, e não queria escrever Ich liebe dich o tempo todo. Já pensou?Eu te amo, explicava o livro pra Ich liebe dich. Lindo. Ridículo.




Melhor fazer o que sabia primeiro. Do outro lado da folha, no extremo oposto, escreveu o próprio nome, com capricho. E ficou pensando.




E aí sentiu fome. Deixou a folha em cima da mesinha do quarto, fechou a porta e foi comer.

-s-s-s-s-s-s-s-

Pra dizer
Que o teu silêncio me agride
E não me agrada ser
Um calendário do ano passado



-Edu?

O vocal do Angra se virou, ao ouvir uma voz feminina chamar-lhe pelo nome. Era a faxineira.

-Sim?

-O senhor deixou cair isso. - E lhe entregou um papel.

Recebeu a folha, surpreso. Seu nome estava escrito em cima com uma letra estranha. E mais nada.

Será...?

Do outro lado, lia-se Tobias Sammet. O quarto dele não era longe. Bateu na porta. Ele não estava.

Será que... Aquilo era o rascunho de uma carta. E o vento levara às mãos da faxineira para lhe entregar.

Resolveu parar. Isso era poético demais.

Sorriu, traquinas.

Conseguiu uma caneta.

-s-s-s-s--s-s-s


Te chamar de carta fora do baralho
Descartar, embaralhar você
E fazer você voltar

Ao tempo em que nada
Nos dividia



Tobias chegou ao quarto e viu um papel no chão. Era o seu rascunho para o Falaschi. Leu o que não escrevera ali:

Tobi

Eu li.

Edu.

Apertou a carta contra o peito. Tinha certeza que ele sorrira ao ver o papel branco.


--s-s-s-s-s--s-s


Espero que tu tenha gostado, Gremista óint *¬*

E, quanto aos outros, REVIEW AGORA!

Assistam a uns videozinhos lecais agora: