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terça-feira, 21 de maio de 2013

Impressões sobre Otelo

Gostei dessa imagem, parece a imagem que sempre botam do Shakespeare haha

E aí, galerinha irada?! (narrador de sessão da tarde off)

Enfim. Já faz um tempinho que eu li o Otelo, do Shakespeare (o criador do humano, segundo o guru da classe média sofre, Harold Bloom). Quando o professor de brasileira dois passou Dom Casmurro pra gente, há sei lá, um ano, eu perguntei pra ele se era bom ler o Otelo antes, depois ou junto. (Todo o mundo sabe que o Machado se inspirou em Otelo pra escrever o Dom Casmurro). Sabem o que ele me respondeu? "Otelo é bom ler sempre, com ou sem Casmurro".

Eu não li naquela época, não deu tempo, e fui ler esse semestre, por minha conta e risco. A propósito: essas minhas impressões vão ter spoilers, se não tiver afim de ver spoilers acho bom ler outra coisa haha.

Começando. O nome todo da obra é "Otelo, o mouro de Veneza" (Veneza é aquela cidade da Itália que tem os canais entre as casas e passam aqueles barquinhos supercharmosos). Acontece, meus caros, que o Otelo não é mouro. (Trilha sonora de suspense). Ele é negro! Segundo o editor/tradutor/revisor, para Shakespeare, mouro, negro e pagão (acho que a palavra era essa, eu já devolvi o livro há eras) são a mesma coisa. Antes que vocês xinguem o Shakespeare, leiam a minha "resenha" até o fim.

O Iago, que é o vilão, é um sujeito simplesmente sem escrúpulos que, hoje, seria um leitor assíduo da Veja. Enfim. O Otelo, que é general (um sujeito absolutamente foda, porque, com o clima racista que paira entre as pessoas no livro, conseguiu virar general de uma cidade exclusivamente de brancos né. Além de que ele é super respeitado), em vez de promover o Iago, promoveu um rapaz que é matemático, eu acho. O Iago ficou pê da vida e resolveu sacanear o Otelo.

Desdêmona é uma guria bem ao clássico mocinha de romance romântico: loirinha, obediente, meiga, bonitinha, etc, etc, etc. Ela acaba se apaixonando pelo Otelo porque ele ficava contando as histórias das aventuras que ele viveu, da vida sofrida que ele teve. Casou com ele contra a vontade do pai e todo o mundo fica falando que isso não vai durar, porque ela casou com o Otelo por peninha e, como ele é uma criatura medonha e repulsiva (como eles dizem), ela logo vai se arrepender e largar ele. E é aí que o Iago resolve atacar. Ele arma todo um plano (mais enrolado que a saga do Angra tentando descolar um vocalista novo e 879899878976567890 de vezes mais engenhoso que qualquer plano de vilã de novela da Globo pra separar o mocinho da mocinha) de modo que ele ainda passe por bonzinho! (enfim, um cara foda)

Ele usa o matemático promovido pra parecer que a Desdêmona tá traindo o Otelo com ele e mais um manolo que é gamadão na Desdêmona (e ela, aparentemente, nem sabe que esse cara existe).

Enfim. Agora que vocês conhecem a história, eu vou dizer porque eu discordo da opinião do revisor/editor do livro. As palavras negro e mouro são, realmente, usadas como sinônimos no livro. Mas o comportamento do Otelo desmente o que todas as pessoas dizem sobre ele (exceto uma fala do Iago, que diz que ele é crédulo, mas o próprio Iago, que é um poço de racismo e de machismo, não relaciona essa credulidade com a cor do Otelo). Ele é gentil, inteligente, competente e etc. Ele só trata mal a Desdêmona quando "descobre" que ela tá traindo ele (chega a bater nela) mas esse comportamento, pelo que o resto dos personagens dizem, é um comportamento normal de um sujeito chifrado (Shakespeare viveu nos séculos XVI-XVII).

O Iago também faz uma série de afirmações bem machistas, mas as mulheres do livro desmentem isso e ele, como eu já disse, é um sujeito desprezível.

Enfim. Acho que dá pra sustentar que Shakespeare não concordava com essas opiniões sobre os negros e as mulheres, embora, para isso, tenha que se fazer uma análise cuidadosa da obra (é uma peça teatral, portanto não tem narrador) e das demais peças dele.

Pra finalizar, eu lembro que essa peça é uma tragédia e, portanto, morre todo o mundo no final.

Ah, e, antes que eu me esqueça: a melhor personagem do livro é a Bianca, mulher do Iago e dama de companhia da Desdêmona. Pra vocês terem uma noção, no meio do livro ela pergunta pra Desdêmona: "tu botaria chifre no teu marido?" Aí a Desdêmona: "Não! Nunca! Tu botaria?" Bianca "Eu sim! Não por umas joias ou uns vestidos, mas, pelo mundo inteiro, eu botaria!". Hahahaha. Depois "se eles querem que a gente seja fiel, que tratem a gente bem!"

Outra coisa: Shakespeare não inventou essa história. Ela já existia, é de um dramaturgo italiano, não lembro quem. Shakespeare, obviamente, mudou muito e transformou numa das maiores obras da literatura ocidental (depois de Hamlet e da Odisséia haha).

Leiam, velho, é muito legal. Eu li em duas vezes que peguei o livro (é fininho e foda).

Ps: na foto do Shakespeare do meu livro ele tinha brinquinho

Reparem no brinco haha



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nos bastidores da Ópera




Então, pessoal. Eu li O Fantasma da Ópera pra fazer uma resenha pra faculdade, e, como tou com preguiça de escrever outra coisa pra vocês, vou publicar isso mesmo. Espero que vocês tenham uma mínima vontade de ler o livro depois disso.

Nos bastidores da Ópera

Quando fui “incumbida” de ler O Fantasma da Ópera, conhecidíssima obra de Gaston Leroux, cuja mais recente tradução, de Gustavo de Azambuja Feix, foi publicada pela L&PM Pocket em 2012, fiquei meio desapontada, confesso, porque já havia assistido ao musical de comemoração dos vinte e cinco anos da peça no Opera Hall, e, portanto, sabia o final.
Lendo o livro, porém, o meu desapontamento desapareceu, em parte graças à excelente tradução, que é fluente, sem deixar-nos esquecer de que se trata de uma obra que completou 100 anos em 2011, e em parte pelo próprio enredo, envolvente. Tão envolvente que eu li as 330 páginas do livro em pouco mais de uma semana!
Conhecendo mais sobre o autor, no entanto, podemos entender a razão disso: ele, nascido em 1868 em Paris, foi jornalista investigativo, usando esse conhecimento para dar realismo às suas histórias, além da influência dos escritos de Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle.
Chega de enrolação, senão os meus leitores vão largar essa resenha e comprar o livro, que, aliás, é muito mais interessante, e vamos ao que interessa: a sinopse da história. No início do livro, somos apresentados à Ópera de Paris, que acabara de trocar de direção. A Ópera era, já havia algum tempo, assombrada por um suposto fantasma, responsabilizado por tudo de estranho que acontecia lá e que ainda exigia salário, caso contrário, mais coisas estranhas aconteceriam. Esse fantasma é o mesmo que se torna parte de um macabro triângulo amoroso, junto aos amigos de infância Christine Daaé, uma jovem cantora, e o visconde Raoul.
O pai de Christine, quando ela era criança, contava-lhe contos de fadas e, ao morrer, prometeu enviar o Anjo da Música para assisti-la. Aproveitando-se desse fato, o fantasma se passa pelo Anjo e se aproxima de Christine. Ao perceber, porém, o amor da moça pelo visconde, o Fantasma teme ser rejeitado e a rapta.
Para terminar, esse é um livro que todo mortal deveria ler, até mesmo quem já assistiu ao musical, porque, obviamente, não dá para colocar em cena tudo que vai num livro deste calibre. Fora que o conhecimento do final não atrapalha em nada a leitura do texto. Além disso, os fãs de suspense e mistério (além, é claro, de romance), vão se sentir em casa.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Iuxta Libra

Fic feita de presente pro Rafael Silva, que fez aniversário esses dias aí. Eu não postei antes porque não tinha tido a brilhante ideia de escanear a fic e não tinha tempo pra digitar. O scaneamento ficou pior que a minha letra (se vocês conseguirem entender). Que seja.


Fic original, com personagens originais. Espero que curtam e deixem reviews, se conseguirem ler. =D













Desculpem o Lei etc etc, é que eu escaneei no scanner da BU (sou pobre, não tenho scanner) e eles põem isso porque é pra escanear livros e tem aquela porcaria de direitos autorais e panz.

terça-feira, 19 de junho de 2012

O Santo e a Porca - Ariano Suassuna


Bom, novamente estou aqui com um livro lido. Mas eu queria contar uma historinha pra vocês, antes. Eu peguei o Madame Bovary, do Flaubert, pra ler.  O Eça de Queiroz (que é homem) "imitou" o livro do Flaubert e escreveu O Primo Basílio. Aí, eu, que não li O Primo Basílio, tava pensando, " por que diabos alguém perderia tempo imitando o livro de alguém?" A resposta tava no Floripa Letrada, ontem. Era o livro "O Santo e a Porca" de Ariano Suassuna. O livro, segundo o autor, é uma "imitação nordestina de Plauto". E eu conheço a comédia imitada. É a Aulularia ("comédia da marmita" em Portugal. Literalmente, significa "pela panelinha"), uma história dum velho rico que tem uma panela cheia de ouro e fica esganando e achando que todo o mundo vai roubar ela dele e a filha dele tá grávida solteira.

Bom, a história é basicamente a mesma, só que a guria não tá grávida, só tá armando pra casar com o cara que ele gosta.

Só que o livro é diferente. Tem o mesmo tom e tudo, mas é diferente. Não sei explicar. Mas é tão legal que eu li em dois dias, mesmo com tudo que eu tenho de fazer =D

Leiam os dois, viu?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Impressões sobre "O Rei Lear"

Bom, eu tava querendo ler um livro do Shakespeare e não sabia qual pegar, então eu fui na biblioteca e escolhi esse porque tinha sido traduzido pelo Millôr Fernandes. Sim, eu fiquei triste pra caramba quando ele morreu.

Esse livro é legal, sim, é. (Leiam o resumo da Wikipedia) Dá uma pena dos velhinhos no livro (é uma tragédia sobre a velhice e, como em todas as tragédias do Shakespeare que eu li, é sangue e mortes o livro todo, tipo as novelas da Record). E eu acho que a Cordélia tinha que ter ficado com o Edgar.

É triste, pra quem quiser saber. A peça é bem triste. Bom, tem o Bobo da Corte, que é até engraçadinho, mas ele fica trágico e cínico em contraste com o que rola na história toda. E tem uma fala do Lear que podia ser tranquilamente aplicada à sociedade de hoje como um todo.

"LEAR — E a criatura fugir do mastim? Nisso poderás contemplar a grande imagem da autoridade: um
cachorro no desempenho de suas funções é obedecido. Oficial de justiça desonesto, suspende a mão
sangrenta! Por que açoitas essa pobre rameira? Vira contra ti próprio essa chibata. Estás ardendo de
desejos de com ela realizares o ato por que a castigas. O onzeneiro põe na forca o ladrão. As faltazinhas
se deixam ver nos furos dos andrajos; mas as togas e as peles tudo encobrem. Forra de ouro o pecado, e a
forte lança da Justiça se quebra sem feri-lo;

cobre-o de trapos, e uma simples palha vibrada por pigmeu vai transpassá-lo. Ninguém comete falta, é o
que te afirmo; ninguém. A todos sirvo de fiador. Podes acreditar-me, amigo; fala-te quem força tem para
fechar a boca da acusação. Arranja umas lunetas e, como vil político, imagina ver coisas que não vês.
Bum, bum, bum, bum! Tirai-me as botas. Força! Força!... Assim...LEAR — E a criatura fugir do mastim? Nisso poderás contemplar a grande imagem da autoridade: um
cachorro no desempenho de suas funções é obedecido. Oficial de justiça desonesto, suspende a mão
sangrenta! Por que açoitas essa pobre rameira? Vira contra ti próprio essa chibata. Estás ardendo de
desejos de com ela realizares o ato por que a castigas. O onzeneiro põe na forca o ladrão. As faltazinhas
se deixam ver nos furos dos andrajos; mas as togas e as peles tudo encobrem. Forra de ouro o pecado, e a
forte lança da Justiça se quebra sem feri-lo;

cobre-o de trapos, e uma simples palha vibrada por pigmeu vai transpassá-lo. Ninguém comete falta, é o
que te afirmo; ninguém. A todos sirvo de fiador. Podes acreditar-me, amigo; fala-te quem força tem para
fechar a boca da acusação. Arranja umas lunetas e, como vil político, imagina ver coisas que não vês."

Essa daí é uma tradução erudita, e eu garanto que a do Millôr é bem mais fácil de ler e diz a mesma coisa .-.

Poisé, escrito no século XVII e continua atual. Não é à toa que pagam tanto pau pra ele.

Enfim, leiam.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Impressões de As Brumas de Avalon


E aí, povinho, como vão? Eu acabei de ler As Brumas de Avalon - Livro um -A Senhora da Magia , de Marion Zimmer Bradley (que, por sinal, é uma mulher) e o livro me impressionou bastante. Eu já tinha visto o filme, mas o livro tem bem mais detalhes.

O livro conta a história da saga do Rei Arthur (isso mesmo, o da Excálibur) sob o ponto de vista da irmã dele, a Fada Morgana, mas o principal não é o próprio Rei Arthur, e sim o embate entre o Deus cristão e a Deusa dos Celtas. O que eu achei tenso do livro é que é uma saga épica, mas, ao contrário das sagas pagãs, quem protege deus são os heróis (ou heroínas, no caso), dispostos a tudo para salvar deus, mesmo este sendo todo poderoso. Isso, igualzinho na Bíblia.

Depois, o livro é bem mais sensível, psicológico e talz.

Faltam mais três e eu não sei se vou conseguir ler.

Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/As_Brumas_de_Avalon

domingo, 18 de dezembro de 2011

Impressões sobre Bobo da Corte



Bom, meu pai anda fazendo uns trabalhos sobre administração, talz, e aí eu fui com ele na biblioteca da UFSC pra pegar um livro sobre isso.

O fato é que, no meio daqueles livros mais chatos que Teoria Literária no final do semestre, eu achei um chamado "O Bobo da corte", do Leonardo Vils. Eu ri lendo a resenha, então peguei ele pra ler. É sobre um executivo todo nerdão que ganha um boneco falante que fica avacalhando com ele.

Eu não vou dizer que é hilário, mas é engraçado. Dá pra ler, e se tu entender de negócios, executividade e talz deve ser mais engraçado. Lógico que, em matéria de humor nerd, ele fica a anos luz do Veríssimo, mas vale a pena.

Gostei da linguagem, bem debochada, não tipo bost seller (apesar disso ser um best seller), mas é bem melhor e mais agradável.

Ah, e, a propósito: o nome do boneco é Soul Bobo.

Repitam comigo: Soul Bobo, Soul Bobo, Soul Bobo.

Pronto, agora somos!

kkkk

-s-s-s-s-s-s

Ps: eu vi a final do Mundial Interclubes hoje e quero dizer que fiquei morrendo de peninha do Neymar. Tadinho, quase chorou.

E o Messi vai receber umas mordidas. Ah, se vai. kkkkk

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Impressões sobre Memorial De Aires

Fidélia no século XXI

O ÚLTIMO LIVRO DO SEMESTRE!!! VOU SOLTAR FOGUETES E JOGAR UM TRUCO PRA COMEMORAR!!!

Bom, como eu já disse, esse daqui é tipo o Esaú e Jacó 2, porque alguns personagens permanecem, mas não é uma continuação da história, tipo os dois, três, quatros e dezoitos que têm por aí. (Sim, numeral tem plural.)

Bom, à história: o conselheiro Aires que é um velhão fofo (eu achei ele fofo, foda-se você se achar isso estranho) meio que se apaixona por uma viúva bem jovem (Fidélia), que tinha brigado com os pais pra casar e talz, aí o cara morre dois anos depois do casamento (FUUUUUUUUUUUU) e tinha meio que sido "adotada" por um casal de velhos sem filhos. E a irmã do conselheiro jura que a Fidélia não vai casar de jeito nenhum.

90% do livro é pagando pau pra ela, que é linda, prendada, gentil, etc, etc, etc, etc, etc.

Eu gostei do livro, sabe, apesar de ele ser meio enrolado e tu parar e berrar, "tá, porra, eu já entendi que ela é perfeita, porra". Aliás, todos os livros do Machado são enrolados.

Bom, leiam. Não sei o que dizer dele.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Impressões sobre Esaú e Jacó (Machado de Assis)


O penúltimo livro!

Bom, pessoal, esse livro conta a história de dois gêmeos idênticos de personalidades diferentes que se apaixonam pela mesma guria. Tããããão criativo ¬¬"

Ps: Esaú e Jacó é uma história bíblica de dois gêmeos, e o mais velho vende a primogenitude pro outro em troca dum prato de lentilhas. É, eu sei, é mais tosco que a do Machado.

Mas o livro é legal, apesar de ficar meio enrolando o tempo todo, com quem a tiazinha vai casar, afinal de contas?

Segundo meu professor, é uma alegoria e, se for mesmo, eu acho que entendi! (hinos de aleluia ao fundo)É que os dois gêmeos representam os conservadores e os liberais e, no Brasil, os dois são a mesma merda.

(spoilers, passe o mouse pra ler)
Eu gostei mesmo foi do Conselheiro Aires, um diplomata que aparece o livro todo. Ah, e do Esaú e Jacó dois (Memorial de Aires), esse diplomata é o personagem principal.

Spoilers de novo:

No final a Flora morre e eu fiquei pensando, das duas uma: ou eu não entendi a piada, ou o Machado não sabia que fim dar pra história e matou ela. Odiei esse final. Ou então o livro tem uma vocação ecológica, da política do Brasil quem perde é a natureza. Dava um slogan “Machado, o primeiro ecologista da história” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ah, os gêmeos podiam ter se comido no final também, ué.




Bom, leiam que é legal =D

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Impressões sobre Dom Casmurro

Esse é o antepenúltimo.

O livro começa com Bentinho, um moleque burro-burro-burro que é apaixonado pela vizinha, Capitu. O início parece um mangá shoujo, aquela coisa fofa de os dois se amam e blábláblá. O guri vai pro seminário porque a mãe dele tinha prometido que ele ia, se ele vingasse, ela ia enfiar ele no seminário.

Lá, ele conhece o Escobar, os dois viram amigos e nenhum dos dois vira padre. Bento casa com a Capitu e o Escobar, com uma amiga dela.

Depois, o Bento e a Capitu têm um filho, em que põem o nome de Ezequiel, em homenagem ao amigo. Quando este morre, o Bentinho começa a desconfiar que foi alvo de chifres.

Ps: Daqui a pouco eu vou fazer uma tag "Machado de Assis".


Bom, o livro é legal, leiam, acho que todo o mundo sabe o final.


Ben TO ->Bentinho teve uma infância feliz, combatendo aliens.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Impressões do Quincas Borba


Do início: cês lembram do Memórias Póstumas de Brás Cubas? Esse livro aqui é tipo o dois do Memórias. Essa cara feia é por que o livro é um saco?

Bom, o Quincas Borba é bem melhor. Não tem sangue nem tripas, mas é melhor.

O Quincas Borba (creio que já falei dele) é o melhor personagem do Memórias. E ele, no dois, deixa toda a sua grana e a sua filosofia bizarra prum ex-professor primário que ficou rico (por motivos óbvios) e se apaixonou por uma moça casada.

Ele se declara pra ela, que conta pro marido, mas o corno não faz nada porque deve muito dinheiro pro ex-professor.

Não vou contar o livro todo.

O final é.... também não vou contar o final. Leiam.

Ps: o cachorro da capa é o cachorro do Quincas Borba, que também se chama Quincas Borba e o ex-professor acredita piamente que o bicho "herdou" a alma do falecido. Enfim, cogumelos em liquidação.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Impressões do Memórias Póstumas de Brás Cubas

Finalmente eu li o livro pra que o pessoal pagava tanto pau.


É chato pra caralho. Não, esperem. Isso é pouco. É um dos livros mais chatos que eu li na vida. Eu não via a hora do troço acabar.

No início ainda parece legível, mas conforme a coisa vai avançando, que não acontece PORRA nenhuma, tu se enche o saco. O cara é sarcástico, irônico e blá blá blá mas não tem a menor graça.

O melhor personagem do livro é o Quincas Borba, um mendigo-filósofo-que-depois-ficou-rico doido que criou uma filosofia bizarra. Ele meio que procura justificativa pra todas as merdas que rolam no mundo, e até diz que a guerra é bom.

E o próximo que disser pra mim que o Machado é humorista vai receber uma resposta atravessada. Porque, se aquilo é humor, eu sou um gato. Porque as tragédias do Sófocles são mais engraçadas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Impressões sobre Helena


Oi, de novo, povinho do mal.

Como vocês (não) sabem, eu deixei a matéria de Literatura Brasileira 2 pra trás (afinal, o professor falava tão baixo que eu nem ouvia, quanto mais entendia a matéria) e agora peguei um que eu também não entendo, mas, pelo menos, ouço.

Ele mandou ler Helena, do Machado de Assis. Isso, aquele chato. E lá fui eu.

Eu já tinha começado, há alguns (leia-se muitos) anos, mas não tinha terminado porque achei CHATO PRA CARALHO.

E dessa vez eu li.

Vou confessar pra vocês que eu li ele todo, de um fôlego só, pra saber o final.

E agora eu finalmente sei o final!



Esqueçam isso. Bom, o livro parece uma novelinha das seis, aquela babação, blábláblá, enrolado igual, só com menos personagens.

Contando a história, que eu esqueci:

Quando o pai de Estácio morreu, no testamento o véio reconheceu uma filha bastarda, a Helena. Os dois irmãos acabam se apaixonando, pra encurtar a história.

Enfim, um bagulho original.

E o filho duma santa (o Machado) é tão sutil (ou tão súbito) que parece que o benedito se apaixona pela guria de repente, sei lá.

Bom, é tosco. Bem tosco. O mais legal do livro é a descrição meio sarcástica que ele faz dos personagens.

E o final. Leiam o livro pelo final. Eu não vou contar o final.





Ps: eu comecei O Sol Também Se Levanta [The Sun Also Rises] de Ernest Hemingway, que eu não sei se vou terminar.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Impressões sobre A Tempestade


Quando o Angra lançou o álbum Aqua, e eu descobri que era baseado no livro A Tempestade, do Shakespeare, resolvi ler (afinal, já era pra eu ter lido em 2009 e Shakespeare é muito legal). Confesso que foi a primeira comédia shakespeariana que li.

No site do Angra tem o livro pra baixar, mas eu peguei na biblioteca.

O fato é que eu li o livro. E terminei, a despeito dos trabalhos. É um livro fino, e não dá trabalho algum - ao contrário do Camões, que é praticamente ilegível, e da mesma época.

Chega de blablablá e vamos ao que interessa:

Enredo:

Imagina um duque (acho que era duque) fodão de Milão (acho que era Milão). Aí o irmão dele pega ele, enfia num barquinho (junto com a filha bebê) e põe o cara a navegar a esmo. Só pra tomar o lugar dele.

Mas o duque, que se chama Próspero, sobrevive com a filha, Miranda, que se torna uma moça josé-alencariana (vocês conhecem, Iracema e afins). E foi aí que eu rachei de rir. Não por causa do livro. Mas ouçam: na época elisabetana, a que Shakespeare viveu, mulheres não subiam no palco. As mulheres, nas peças, eram representadas por rapazes jovens. Pra tirar um sarro na peça, era só pôr um cara grandão e barbudo pra fazer a Miranda. Imagina o namorado dela "oh, pura, virgem, imaculada e doce Miranda" prum macho grandão?

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Voltando ao enredo, quando chegou na ilha, o Próspero encontrou uma bruxa reinando (Sicorax) e o seu filho, Calibã.

Depois de ter libertado um "espírito" que a bruxa tinha prendido, (Spirit Of The Air - faixa 6), chamado Ariel, e dele ter ficado em dívida com Próspero, os dois mataram a bruxa e tomaram o lugar dela.

Anos depois, o rei foi casar a filha na África, e, na volta, Próspero manda Ariel fazer o navio deles naufragar e fazer todos caírem na ilha em que ele estava.

O filho do rei e a Miranda se apaixonam (lógico que Próspero já tinha planejado isso, dã) e eu não vou contar o final pra vocês.

Eu disse que é uma comédia. Não, ela não é engraçada. Até essa época, comédia e tragédia diziam muito mais sobre o final da peça (feliz ou infeliz) do que sobre a peça propriamente dita. A verdade é que a história é fofinha, mas não engraçada. Pelo menos eu não ri.

O álbum, de 2010:

01 - Viderunt Te Aquæ
02 - Arising Thunder
03 - Awake From Darkness
04 - Lease of Life
05 - The Rage of The Waters
06 - Spirit of The Air
07 - Hollow
08 - A Monster In Her Eyes
09 - Weakness of A Man
10 - Ashes
11 - Lease of Life (Remixed Version)

Coisas que eu aprendi lendo Shakespeare:

1. Teu irmão vai (tentar) te matar pra pegar o teu reino.

2. Vingança não é legal.

3. O cara te mata e ainda casa com a tua viúva.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Impressões - Niketche


Capa do livro. Legal, né?


O último livro que li chama Niketche, de Paulina Chiziane.

É claro que tu nunca ouviu falar. A autora é moçambicana.

Agora, vamos à história.

Rami é uma mulher fiel e submissa ao marido, até descobrir que ele a trai (começou bem, hein?). Pior que isso: ele tem outras quatro mulheres e DOZE filhos (com a Rami tem mais cinco).

Ela vai atrás delas,briga com elas, tenta seduzi-lo de novo de todas as maneiras, e não dá certo.

Então, resolve reunir todas as esposas e os filhos dele, e propor a poligamia. Por livre e espontânea pressão, ele é obrigado a aceitar.

As mulheres acabam virando todas amigas, e se unindo "contra" as aprontadas dele, que continua indo atrás de outras mulheres.

Eu não vou contar o livro todo, mas vou falar dos personagens um pouco:

Rami - às vezes dá raiva dela, que fica brigando com os outros por causa do filho da puta do marido e aguentando tudo que vem dele.

Tony (o marido) - é um galinha, tongo - MUITO tongo - que só sabe fazer filho. No primeiro problema, ele corre pro colinho da mamãe. Eu, no lugar da Rami, capava ele.

E tem as outras esposas, que são um show à parte. Destaque pra Lu, que "divide um amante" com a Rami, um gato chamado Vito.

O livro é bem legal, embora às vezes dê raiva, não só da Rami, mas do ambiente machista. Não sei como um homem encararia essa situação, lendo o livro no meu lugar. Fica o convite.

Outras coisas muito legais é a relação com a feminilidade e a dicotomia norte x sul do próprio Moçambique.

Ps: Niketche é uma dança de sedução executada por moças casadouras no Norte de Moçambique.




Foto da autora. Eu achei ela bonita.

domingo, 28 de novembro de 2010

Borges e os Orangotangos Eternos


Aqui está a minha tão prometida resenha do Borges e os Orangotangos Eternos!!!

Borges e os Orangotangos Eternos - Luís Fernando Veríssimo

Bom, eu peguei ele junto com Os Espiões, do mesmo autor, e li os DOIS em DOIS dias!!!

Só pra constar: este livro é melhor. Conta a história (em primeira pessoa, pra variar) de um cara chamado Vogelstein, que é tradutor de uma revista sobre Poe, chamada O Escaravelho Dourado e traduz um conto do Borges acrescentando um monte de coisas, "una cola" horrível, segundo o próprio Borges, que leu a tradução.

Vogelstein se arrepende do que fez, e aí começa a procurar Borges. Não o encontra.

Muito tempo depois, uma conferência sobre Poe acontece em Buenos Aires e Volgestein vai pra lá e conhece Borges.

Um dos conferencistas é assassinado e os dois começam a investigar o caso.


Bom, não vou contar o final. Mas quem o escreve é o próprio Borges.

Simplesmente genial! Leiam!

Ps: Eu peguei O Aleph, do Borges, pra ler e não tou conseguindo terminar.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Impressões sobre Os Espiões


Bom, povo do céu, eu li, em assustadores dois dias DOIS livros do Luís Fernando Veríssimo. Os Espiões é um deles, o que eu li primeiro. E o que eu gostei menos.

Calma.

O livro é absolutamente foda, mas é que o segundo é melhor.

Bom, no livro, um editor bebum - cachaceiro de final de semana, mas cachaceiro - recebe uma carta de uma moça chamada Ariadne que escreve contando a sua vida num livro, como uma vingança, para se suicidar depois.

E daí ele e uns amigos - o Dubin, um hilariante professor de cursinho pré-vestibular, que escolhia as mulheres por uma "poesia": ele dizia que era "uma hipotenusa em riste em busca de um triângulo acolhedor". As que entendiam eram descartadas. Ele não queria nada com intelectuais (eu entendi a piada, mas só depois de reler =D). Aí tinha o Professor, que eu não consigo me lembrar do nome, que era um poço de erudição inventada - pelo menos eles achavam que era inventada. E o Tavinho, um maníaco por futebol. E um escritor ludibriado pela editora em que o protagonista trabalhava.

Ele e os amigos, voltando, tentam decifrar o enigma pra chegar à moça e, no final descobrem que
não vou contar. Vocês vão ter que ler.

Como esperado do Veríssimo, o livro é engraçado e caricaturesco. Eu prefiro os romances dele às crônicas - exceto, é claro, das do Analista de Bagé e do Ed Mort. Mas, antes da leitura do segundo livro - de que falarei amanhã, óbvio - o melhor dele pra mim era o Jardim do Diabo.

Vale comentários?

Ps: essa foto é uma pintura de um pintor citado no livro, o De Chirico, da Ariadne grega, que salvou Teseu do labirinto do minotauro.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Impressões do Filho da Mãe


Eu tava me lembrando que um dia o Chibi-Chibi Felipinho (o mesmo pra quem eu escrevi Promissória) me perguntou porque que todo o mundo fala mal de Cuspúsculo. Aí eu falei pra ele (não que era uma porcaria diretamente, porque isso ele já teve ter ouvido umas 98656787433578 vezes) que era porque, como livro infantil, não era nem um pouco didático (no bom sentido, pensem em Monteiro Lobato) e, como livro adulto, não provocava a mínima reflexão. Depois eu disse que um livro que provocasse reflexão e que os críticos gostassem por causa disso ia ser difícil de ler e, por isso mesmo, chato.

E por que eu tou dizendo isso pra vocês?


Não, eu não li Cuspúsculo.

A verdade é que, nesse minuto, eu retiro tudo o que eu disse ao Chibi-chibi.

Já explico.

O meu professor de Teoria Literária (o gremista) tava puxando o saco de um tal Bernardo Carvalho, o autor de O filho da mãe. Aí eu resolvi ler o dito-cujo. Pensei que ia ser um saco. Um livro que é sucesso de críticas tem que ser uma merda. Afinal de contas, ele não gosta de Cristóvão Tezza. Fui ler.

O livro é, simplesmente, FODA!

Segundo o Joca (o professor), o livro é sobre mães que tentam impedir que os filhos vão pra guerra. Realmente. Mas rolam muito mais coisas.

Tem um monte de personagens no livro, mas os que mais me saltaram aos olhos foram:

primeiro, um rapaz chamado Ruslan. Ele vive sozinho com a avó, depois de der sido abandonado bebê pela mãe e de o pai dele ter morrido.

E depois, Andrei Guerra. Ele é filho de um brasileiro e uma russa e vai para o exército porque o padrasto, que é russo, odeia ele.

Tá. Eu só digo que os dois se encontram em Moscou e rola, nada mais nada menos que YAOI!!! Sim, tu não lesse errado. Rola yaoi no livro. E é descrito tão... Tão... tão...tão *.*

Bom, o livro é apaixonante. Delicioso. A linguagem é fácil. Em resumo: eu recomendo. Leiam.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Impressões de Lolita


Antes de mais nada, eu gostaria de agradecer ao Floripa Letrada pela oportunidade de que eu tive de ler esse livro, que estava dando sopa numa das estandes. Apesar de elas viverem lotadas de panfletos de igrejas evangélicas.

Bom, lá vai:


Lolita - Vladmir Nabokov


O cara é russo mas escreveu o livro nos Estados Unidos. Ele se refugiou lá durante a Segunda Guerra.

No livro, um professor europeu chamado Humbert Humbert vai trabalhar nos EUA e lá ele conhece o amor de sua vida: uma menina de doze anos, chamada Dolores. Dolly. A Lolita.

Ele sempre foi chegado em menininhas, que ele chama de "ninfetas". Nem todas as menininhas são ninfetas. E nem todas as ninfetas são bonitas. Elas só precisam ser, digamos, "sensuais", inocentes e submissas. E com idade entre 9 e 14 anos. Ele odeia mulheres adultas, porque "elas representam o esquife de carne onde suas ninfetas são enterradas vivas".

Mas a Lolita não lembra as lolitas da moda. Ela usa roupas de guri, é respondona. E ele acha lindo.

Depois que a mãe dela morre, os dois passam a viajar pelo país tendo um caso - ela vive dizendo que odeia ele, e ele compra os “favores sexuais” dela com dinheiro, presentes e tal. Se diz pai dela para as outras pessoas.

Eu não vou lhes contar o final. Só posso adiantar que é muito bom, a linguagem é fácil e deliciosa. O único problema são os infames trechos em francês. Até dá pra traduzir, mas dão muito trabalho. Eu acabei não lendo nenhum. Ah, e o Humbert Humbert morre no final.

Uma das coisas divertidas - e cínicas - do livro é quando ele se auto-apelida: Humbert, o Humilde. Humbert, o Cruel. E por aí vai. E o nome que ele dá ao diabo: Audrey McKarma, se não me falha a memória.

Não consigo me lembrar de mais nada que eu possa contar pra vocês. Mas leiam. Eu recomendo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Impressões sobre o São Bernardo

Bom, eu li o São Bernardo, do Graciliano Ramos, há um tempinho já, e queria compartilhar com vocês o que pensei ao lê-lo.

Não foi uma escolha minha: era pra um trabalho de Teoria da Enunciação. Ou cês acham que eu ia ler Graciliano Ramos por livre e espontânea vontade?

Indo ao que interessa: o livro é ilargável. Tu começas a ler, e não queres mais parar. É quase um frenesi, parece que o fim é o limite. Eu o li em duas tardes inteiras: na primeira, eu parei porque as letras já me pareciam um borrão preto na folha. Na segunda, eu só parei quando acabei.

Mas o livro não é legal. Eu simplesmente me esqueci dele enquanto não tava lendo.

E a história? Paulo Honório é o personagem principal e o narrador, um cara sem instrução que conseguiu se dar bem na vida, de boia fria se tornou fazendeiro.

Mas não é isso o principal que ele narra. Ele fala muito mais de uma professora loura que casa com ele, ela era muito diferente dele. Um pouco como no Leite Derramado, do Chico Buarque.

Eu não tenho muito o que dizer. É isso.