segunda-feira, 27 de junho de 2011

Letter Love Machine

Hoje tem aniversário!!! E é da Gremista!!!


Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!



Gremista do meu ♥, hoje é teu aniversário, e eu escrevi essa fic singela pra ti. Espero que tu goste.

E aos desavisados:

Isso é uma songfic

~>Perfeita Simetria, Engenheiros do Hawaii, (O Papa é Pop, 1990)
~> Lavatory Love Machine, Edguy, (Hellfire Club, 2004)

Contém yaoi Edu Falaschi (Angra, Almah) x Tobias Sammet (Edguy, Avantasia). Não gosta? Feche a página.

Classificação +16

Essa é uma história de ficção. Quaisquer semelhanças com fatos reais serão meras coincidências. Os personagens não me pertencem.

Letter love machine



Afundou-se na poltrona. Tédio. O avião já vai decolar e blá blá blá. Pegou o livro que trouxera:

Sprechen Sie Portugiesisch und

Desta vez não iria pagar mico. Ia sair falando fluentemente aquela língua maldita.

Estava lendo aquele troço, quando ouviu um português claro e perfeito. Olhou pro lado. Do outro lado do corredor, estava um sujeito loiro. Já o vira... não?

O cara pedia alguma coisa para a aeromoça. Falava baixo. Droga. Não estava entendendo nada.

Tobi voltou os olhos para o livro. Não deveria ser um "sprechen sie portugiesisch und", mas um "entenda essa língua horrorosa - manual prático para não pagar mico". Não esclarecia nada. E daí que "katze" é "gato"? No que ia ajudar isso? Aliás, como se pronuncia "gato"?

Jogou o livro de lado. Concentrou-se no rapaz louro. Tentou pescar alguma coisa. Nada.

Massageou as têmporas, resignado. Ia pagar mico, já sabia.

-Tobias Sammet?

Acordou. Era o cara.

-Sou eu - respondeu, esperando algo absurdo na língua desconhecida. Mas o cara falava inglês:

-Nunca imaginei que viríamos no mesmo avião.

Ficou olhando atônito para o outro. Por que diabos ele sabia inglês?

-Sou Edu Falaschi. Do Angra.

Aaaaah, mas é claro. Ouvira algo a respeito. Conhecia o André Matos.

-Prasser em coniecer - tentou falar português, queria ouvir o cara. E aí o viu arregalar os olhos. Rá, dera certo!

Edu pareceu, depois, recobrar-se do choque de ouvir aquilo e respondeu, finalmente:

-Muito prazer.

Tobi ouviu, entendeu, e sorriu. Pra alguma coisa serviram as leituras.

Em seguida, Eggie chamou o brasileiro e começou a conversar com ele alguma coisa em que Tobias Sammet não estava muito interessado. Afundou na poltrona de novo. Ficou ouvindo, ao longe, a voz do Falaschi responder, às vezes hesitando um pouco, e sorria de vez em quando por causa do sotaque dele.

Dormiu.


Não soube dizer por quantas horas esteve dormindo, quando sentiu uma mão em seu ombro.

-Tobias - falou baixo o Edu, cuidadosamente no ouvido do outro. - Vem comigo.

Embriagado por aquela voz, o Sammet não conseguiu resistir. Seguiu-o como um zumbi. Não soube o quanto andaram, dentro do avião. Só soube que, quando pararam, o Falaschi simplesmente o segurou bem firme, por baixo dos braços, e ergueu-lhe o queixo, e o beijou.

Sammet fechou os olhos, deliciado com o beijo. O brasileiro era forte, quente. Mas não se deixou levar por muito tempo. Afastou-o, embora quisesse ficar mais tempo naqueles braços.

-O que tá fazendo?

Edu se embaralhou. Não soube o que dizer, só ficou olhando para o outro, como se as palavras fugissem de repente.

-Tá pensando que eu sou fácil? - continuou o mais jovem, ainda teimando contra a vontade de se deixar levar.

O vocal do Angra estava de boca aberta, pasmado.

-Não é assim que me ganha, viu?

Um riso.

-Teimoso - sussurrou o mais velho, dando leves mordidinhas no pescocinho do alemão.

Tobias gemeu muito baixo. Não queria que ele percebesse.

-Teimoso - Edu repetia, agarrando a cintura dele.

-Hey, Tobi! Tobi!

-Hein?

Era Eggie.

-Põe o cinto, cara. A gente já vai pousar.

Sammet olhou pro lado, e o Falaschi lhe sorriu depravadamente. Corou.

-x-x-x-x-

Era mergulhar no abismo, de olhos fechados, e esperar que ele segure, sustente. Tobi prende a respiração, olhando Falaschi soltar a voz e quase se levanta pra xingar, quando Bittencourt interrompe o colega:

-Que merda, Edu! Concentra!

Vamos voltar
Ao tempo em que nada
Nos dividia


Tobias fingia que ainda estavam no avião, aquela mão na sua cintura, e que ele não tinha feito a bobagem de afastá-lo... não?

You're whipping with an iron voice
You command
Você está me chicoteando com sua voz metálica
Você comanda


Ergueu-se da cadeira. Saco. Não queria mais ser um expectador daquelas brigas sem sentido, por causa de uma nota ou duas.

-Tá viajando, cara? Parece que tá apaixonado!

Apaix... Parou. Não, isso não. Sabia o que significava "apaixonato", Sammet repetia. Abaxonato, apaxonato, apaixonato. Isso não. In love, confirmava o dicionário.

Ah, mas não era isso, não. Era uma... falta? Falta? Folheou o livro, na procura de uma palavra melhor. A palavra faltava. Edu faltava?

Achou.

Saudade.

Pronunciou devagar, observando a transcrição fonética.

Sa-u-ta-t. Sa-u-da-t. Sa-u-ta-d.

Ouviu a própria voz, e ficou satisfeito. Sa-u-ta-t, repetiu.

Edu estava próximo. O guitarrista... Conhecia ele. Era bobo, muito bobo, e ficava ainda mais bobo perto do André Matos. O vocal do Edguy riu.

Abriu a boca. E-tu, ensaiou.

Finalmente conseguiu dizer em voz alta:

-Etu.

Os dois olharam pra ele, Kiko Loureiro e o baixista, também não lembrava o nome dele, ia lembrar, e o bateirista largou as baquetas.

-Etu - Tobi repetiu.

A cara de surpresa do Bittencourt passou para um sorriso e, em seguida, a uma gargalhada.

-Topias Sammet, né? - e riu de novo.

O vocal do Avantasia olhou para os outros, que também não pareciam estar entendendo muito, e depois para o guitarrista:

-Sou eu - disse em português.

Edu estendeu a mão para o alemão:
-Não liga pro Rafael. Ele é um idiota

-Vocês é que são uns mal-humorados! - xingou o Bittencourt, voltando à guitarra.

-Mas fala - o Falaschi olhou firme nos olhos do outro, amigável.

Abriu a boca.

Ich wollte nur sagen ...

Perfeito. Mas ele não ia entender. Como mesmo se dizia "Ich wollte nur sagen" em português?

As palavras fugiram. A única coisa que poderia dizer é Edu, Etu, Etu, Etu, Edºu eternamente. Mas grandes coisas. O máximo que isso faria é lembrá-lo de que Sammet era doido.

-Esse é dos que aprenderam a dizer Ich liebe dich em português - Bittencourt resmungou, aborrecido porque não tinham gostado da piada dele.

Se hoje lhe perguntassem por que fizera aquilo, Sammet não saberia dizer. Mas o que ele fez foi sair correndo, assustado, não com o que o Rafael dissera, mas com a velocidade que ele pronunciara cada palavra. Velocidade agressiva.

-Rafael! - Edu xingou, mas não seguiu o outro vocalista.

-Ah, qualé!

Toda noite de insônia
Eu penso em te escrever
Escrever uma carta definitiva
Que não dê alternativa
Prá quem lê


Por que diabos as palavras fugiam? É pra fugir? Fugira também, ora!

Isso não é legal. Não mesmo. Precisava fazer alguma coisa.






Que tal....



Decorar as palavras!




Genial. Só precisava escrevê-las.

Pegou uma folha de papel. Vamos lá.

Como começar?


O nome dele, claro.

E


Como se escreve Edu mesmo?

Ficou olhando para aquele E forever alone no topo da folha, ele olhando também para o Tobi, os dois sem saber continuar. Etu, Etu, Etu.

Deve ser um t, claro.

Escreveu o t.

E agora? Oo? Não, não.

Folheou o livro. Devia ter um capítulo "escreva o nome do seu amor". Ou "como escrever Edu Falaschi sem passar por analfabeto".

Resolveu procurar na internet.

E ali estava. Fácil, agora era só copiar ad literam, E-D-U F-A-L-A-S-C-H-I, pronto.

O nome dele estava escrito, nem tinha sido tão difícil.

Agora vinha a parte fácil. Todas as palavras estariam no dicionário.

Só faltava saber quais usar.


Pensou muito, mesmo. Jura que pensou. Mas nenhuma delas era boa, nem mesmo em alemão as palavras se encaixavam, e não queria escrever Ich liebe dich o tempo todo. Já pensou?Eu te amo, explicava o livro pra Ich liebe dich. Lindo. Ridículo.




Melhor fazer o que sabia primeiro. Do outro lado da folha, no extremo oposto, escreveu o próprio nome, com capricho. E ficou pensando.




E aí sentiu fome. Deixou a folha em cima da mesinha do quarto, fechou a porta e foi comer.

-s-s-s-s-s-s-s-

Pra dizer
Que o teu silêncio me agride
E não me agrada ser
Um calendário do ano passado



-Edu?

O vocal do Angra se virou, ao ouvir uma voz feminina chamar-lhe pelo nome. Era a faxineira.

-Sim?

-O senhor deixou cair isso. - E lhe entregou um papel.

Recebeu a folha, surpreso. Seu nome estava escrito em cima com uma letra estranha. E mais nada.

Será...?

Do outro lado, lia-se Tobias Sammet. O quarto dele não era longe. Bateu na porta. Ele não estava.

Será que... Aquilo era o rascunho de uma carta. E o vento levara às mãos da faxineira para lhe entregar.

Resolveu parar. Isso era poético demais.

Sorriu, traquinas.

Conseguiu uma caneta.

-s-s-s-s--s-s-s


Te chamar de carta fora do baralho
Descartar, embaralhar você
E fazer você voltar

Ao tempo em que nada
Nos dividia



Tobias chegou ao quarto e viu um papel no chão. Era o seu rascunho para o Falaschi. Leu o que não escrevera ali:

Tobi

Eu li.

Edu.

Apertou a carta contra o peito. Tinha certeza que ele sorrira ao ver o papel branco.


--s-s-s-s-s--s-s


Espero que tu tenha gostado, Gremista óint *¬*

E, quanto aos outros, REVIEW AGORA!

Assistam a uns videozinhos lecais agora:




2 comentários:

  1. AHHHHHHHHHHHH que fofinho, cara!! adogay !!*-*
    Muito legal, amei o presente! O casal é muuito, muuuuuuuuuuito fofinho!! eu comeria os dois, juntinhos !! AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH
    ok, vou parar. Obrigada, gostei mutcho!! xD
    Beijos!!

    ResponderExcluir
  2. Que perfo *---------*

    ResponderExcluir