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domingo, 30 de janeiro de 2011

Zug



"Como pode? É raro ver uma fanfic assim. Fofa, num segundo você esta quase pulando para dentro da cena para confortar os seus males e em outro seu coração é jogado para baixo como uma peça vidro. Uma fanfic curtinha, ilusionista que você vai querer ler de novo para entender e sentir novamente o balanço do trem. Muito recomendada." by Chrissie

Por incrível que pareça, esse comentário foi feito de uma fic minha. Se não acreditam, olhem aqui. A apresentada a seguir:

RoyEd Shounen-ai. Uma viagem de amor.
PRESENTE DE ANIVERSÁRIO PRA LUANA AKA-CHAN!
Êêê!!! Hoje é aniversário da Luana Aka-chan! Parabéns! (Putz, isso foi tosco).
Seguinte, Luana: eu fiz essa humildezinha fict de presente pra ti pra essa data tão importante não passar batida. Espero que você não deteste. Mesmo.
É de Fullmetal, mas não me mates por isso! XD
Fullmetal não me pertence, mas um dia eu ainda roubo o Roy pra mim!


Zug

Eram nove horas e o trem já havia saído. O leve fuc-fuc dos vagões dava sono e ele dormiu. O sol penetrou-lhe nos olhos, mantendo-o desperto.

O tempo escorria devagar.

Um, dois segundos.

Um, dois minutos.

Tilitava-lhe nos ouvidos a passagem misteriosa do tempo.

Ao longe, o dedilhar de um violão: um-dois devagar.

-Café?

Ergueu os olhos preguiçosamente, um sorriso o aguardava, sereno.

O tempo fugiu aos poucos, não pôde responder.

A pergunta foi repetida lentamente, como se fosse incapaz de entender.

-Quero – falou baixinho, estendendo as mãos pequenas.

O copo foi-lhe entregue com cuidado.

-Está quente – recebeu o aviso pouco antes de levar o recipiente aos lábios. Muito quente. Afastou-o com brusquidão, mas o calor já tomava sua boca infantil.

-Você está bem?

O homem ajoelhou-se diante do menino, tocando-lhe os lábios com as pontas dos dedos largos.

-Você se queimou – constatou. – Está doendo muito?

-Não – falou baixinho, meio inseguro.

-Não é melhor passar algo para diminuir a dor?

-Não precisa – respondeu, antes de sentir a língua molhada do mais velho lamber-lhe a ferida devagar. Separou os lábios, sua boca foi tomada com cuidado, a queimadura doía um pouco, mas era bom.

Afastou-se da boquinha adorada, olhando o seu pequeno com amor.

Ed sorriu, aquilo parecia um sonho, abraçou o superior com força, recebendo carinhosa retribuição.

Foi sentado no banquinho macio pelo Mustang, que o fitava, entre preocupado e apaixonado:

-Está tudo bem?

-Posso roubar uma frase sua, Coronel?

O homem não entendeu nada, mas concordou:

-Pode.

- “Estamos juntos. Então, está tudo bem.”

Olhou pra ele com uma expressão indefinível. Ed baixou a cabecinha loira:

-É que... Quando você me disse isso eu... Eu fiquei feliz então... Achei que você também... Também ficaria... Eu me enganei?

Sorriu, compreendendo afinal os sentimentos do menino:

-De maneira nenhuma. Só não sabia se você tinha a mesma pretensão que eu.

-E tinha?

-Tinha – respondeu, beijando-o outra vez.

Ed sorriu satisfeito. A mão do mais velho acariciava a sua com vagar e carinho, curtindo cada minuto do agradável silêncio.

-Coronel - interrompeu, fitando a própria perna.

-Já pedi pra me chamar pelo nome, Edward.

-Mas não dá... Se eu te chamar de Roy eu vou acostumar e não vou conseguir chamar de “Coronel”. Deixa assim, deixa – pediu com uma carinha boa.

-Tá bom, Edward, tá bom. Mas o que você queria?

-Colo – replicou num sussurro.

-Colo? – estranhou Roy.

- É – Ed confirmou, sentindo o rosto quente. Foi acomodado sobre as pernas firmes do outro.

-Assim?

-Assim – concordou, recostando a cabeça no ombro forte.

-Quer dormir? Pode dormir...

O Fullmetal deixou-se levar pela sensação gostosa que se apossava dele aos poucos e apagou nos braços quentes do Roy.

O militar sorriu, tirando os cabelos dos olhos claros do menino. Ed precisava mesmo descansar.

O pequerrucho remexeu-se inquieto. Sol nos olhos.

-Vou fechar a cortina, meu anjo.

-Coronel... Não precisa.

-Você não quer dormir?

-Não. Sabe, eu me sinto um pouco culpado.

-Por quê?

-Eu não devia estar aqui, numa boa, no seu colo. Tem o Al naquela armadura. Tem guerra no Sul, no Norte, no Oeste. Tem homúnculos espalhados pelo país. Tem gente morrendo. Tem...

-Shhh... – interrompeu, pondo o dedo sobre a boquinha adorada e machucada. – Não pense mais nisso, sim?

-Não posso evitar.

-Eu trouxe você para que descansasse.

-Pensei que fosse para ficarmos juntos.

-Ahh... Isso também. Mas quero que descanse.

Ed sorriu, brincando com os dedos compridos sobre a perna magra.

-Você quer me fazer feliz, né?

-Por quê?

-Você sempre consegue o que quer.

Apertou-o contra si, o calor adorável dele passava para o corpo maior devagar.

Deixou Ed ressonar baixinho, embalado pelo leve sacolejar do trem e acalentado pelo monótono dedilhar de um violão nos seus estertores. Aquele dia dos namorados seria memorável para ambos, mesmo que acabasse ali, um dos dois acordando sozinho e assustado em sua cama e descobrindo que não passava de um sonho.

O taisa também dormia.

FIM

O final ficou horrível, eu sei. Perdoai-me, eu fui acometida por uma total falta de imaginação T.T.
Bom, gente é isso. Já é meio tarde, até o Miaudito tá dormindo. Não vos esqueçais dos reviews!!! XD
P.s.: Taisa é coronel em japonês
Zug é, segundo o Google, trem em alemão (é, eu fui procurar, Luana XD. Se não for, reclama com eles!)

Deixem reviews, sim? *.*

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Meu Niisan





Fullmetal pertence à tia Arakawa... Infelizmente. Se fosse meu, o pobrezinho do Ed ia "sofrer"...Ah, se ia...
Essa fic é mais um delírio que uma fic propriamente, então não me esganem.

Como eu não vi o anime, ela é baseada no mangá, na parte que Ed vai para o hospital, após tomar uma surra no 5º laboratório. Pra quem leu, é cronologicamente depois de “Foolmetal Alchemist”

Contém yaoi lemon PWP, Elricest.. Ou seja, se você é menor, sofre do coração ou é pudico mesmo, não leia


Meu Niisan

Eu quase morri quando aquele menino estranho me trouxe meu nii-san. Ed estava todo machucado e desacordado.

Nós o levamos para o hospital de um conhecido da tenente Ross, e lá ele ficou de cama por uns dias.

-Nii-san – falei-lhe, não suportando vê-lo com aquela expressão entediada de quem esperava.

-O que foi? – Ele me olhou com aqueles olhos cor de mel, profundos, cheios de vida, apesar do tédio que demonstravam. Olhos de fogo, como disse o Coronel Mustang. O Mustang mesmo, dos olhos de lince, predadores, que ficam secando meu nii-san toda vez que o vêem. Filho da mãe.

-Está tudo bem mesmo?

-Estou – replicou-me. –Não vejo a hora de sair daqui.

-Você tem que se recuperar direitinho, nii-san. Não pode ficar aprontando por aí feito um doido.

Nós dois havíamos acabado de lutar no terraço, e por isso ele piorara um pouco. Teimoso.

-Eu estou bem. Esse lugar é pra doentes. E não estou doente.

-Ah, não? E por que quase desmaiou lá em cima?

Ele fez biquinho. Meu nii-san fica tão lindo fazendo biquinho.

-Eu fiquei meio tonto porque me levantei muito de repente – explicou.

Não respondi, fiquei olhando para o rosto lindo dele, ele odiava ser chamado de pequeno, mas era isso que eu mais acho perfeito nele, parece uma criança, tão lindo e inocente. Meu nii-san...

-... E quero recuperar o seu corpo logo, Al – ele finalizou, pensativo.

- E para isso você precisa estar bem de saúde – repliquei.

Ele virou pro lado:

-Vou puxar um ronco... Me acorde quando eu puder sair daqui...

Fiquei ali, velando o sono dele, até que o sargento Brosh veio me chamar. O coronel-olhos-de-lince-safado queria saber do meu irmão. Eu não disse nada, primeiro porque ele é superior do Ed, não meu. Depois, meu nii-san é só meu.

Quando voltei ao hospital, Ed estava suado, agitado e vermelho e gemia alguma coisa que eu não consegui entender: estava ardendo em febre! Entrei em pânico: o que fazer?

Num canto do quarto havia uma porta. Eu não sabia o que era, nem nunca quisera saber. Mas, na hora, me deu uma curiosidade desgraçada. Eu precisava descobrir o que tinha atrás daquela entrada!

“Pára, Al! – falei pra mim mesmo. – O Ed tá morrendo e você fica querendo abrir essa porta?”

A curiosidade matou o gato, dizem. No caso, ia matar meu nii-san.

Mas eu acabei me rendendo. Abri a tal porta: era um banheiro. Sob o chuveiro havia uma bacia grande o bastante pra caber meu irmão - não que isso seja uma façanha – (Ed entrão: quem você chamou de miniprojeto de parasita de inseto?!). Enchi-a de água fria e mergulhei Ed lá dentro. Ele estremeceu, provavelmente pelo choque térmico.

Ele tem um corpo tão claro e perfeito, e dormindo daquele jeito até parece um anjo. Meu nii-san. Meu Ed.

Saí pra pegar o termômetro. Mas não estava em lugar nenhum, onde os enfermeiros podiam tê-lo enfiando? (N/A: no Ed, que tal? :P).

Nem cheguei a encontrar, porque ouvi o nii-san gemendo, gritando e falando coisas desconexas: estava delirando!

Corri para vê-lo. Ele estava acordado, ou parecia. Tinha o rosto corado, a respiração arfante e interrompida, os olhos enevoados e entrefechados... De desejo.

Tocava-se e gemia desesperado, chamando por mim em meio a gritos e exclamações febris.

Exultei de felicidade. Se esta armadura me permitisse, ter-lhe-ia beijado a boca rubra e perfeita.

-Al... AL! Aaaaah! – Gritava e mordia o lábio inferior sensualmente, enquanto suas duas mãos passeavam por sua intimidade, insinuando-se nas pregas, mas voltando para o sexo, fazendo-o vibrar em delírio.

Ajoelhei-me ao lado dele: queria poder beijá-lo, tomar o corpo que se oferecia para mim, transformar o êxtase solitário do meu irmão em prazer a dois, mas era impossível. Limitei-me a ajudá-lo com minhas desajeitadas mãos metálicas, deslizá-las pelo corpo miúdo, arrancando suspiros e gemidos.

Estremeci. O que seria aquilo que se apossava de mim?

-Aaaaal!

Olhando a face perturbada do Ed, eu finalmente compreendi: era deleite o que eu sentia. Eu não poderia experimentar o toque da pele dele, nem o sabor da sua boca, nem o corpo entregue, mas podia ver-lhe e ouvir-lhe o êxtase, o que me dava prazer.

-A... Al... – ele sussurrou e abriu os olhos desejosos e febris.

-Ed...

-Faça-me seu, Al...

-Mas... – Eu tive vontade de chorar.

-Agora! – disse, abrindo mais as pernas, oferecendo-se todo.

Meu corpo nada sentiu, mas eu queria me enfiar nele, fazê-lo gritar, gemer junto, unir-nos completamente.

Um dedo meu entrou no corpo dele,que reagiu com um gemido mais alto. Comecei a mover o dígito devagar, meu nii-san é tão apertadinho por dentro, era difícil sair e entrar, mas ele gritava mais forte, movia-se e se empurrava contra minha mão.

-Ah.... Ah...aAh... AaaL... MaaAis...

Mais? Mais rápido? Mais um dedo? – será que cabia? – Mais fundo?

Coloquei mais um dedo, Ed jogou a cabeça para trás, ronronando alto de prazer e um pouco de dor. Quase parei quando vi que lhe doía, mas ele me pediu, em exclamações febris, que fosse mais rápido e mais forte. Obedeci, vendo-o perder-se em minhas mãos, querer mais. Quando lhe toquei o mais fundo que pude, percebi que ele experimentava mais prazer. Passei a pressionar lá sempre, bolinando-o no mesmo ritmo.

Ed agora tremia sem controle, gritando mais e mais até finalmente ter o prazer final na minha mão.

-Al... Eu te amo – ele sussurrou antes de adormecer sorrindo.

Tirei-o da água ( se ele ficasse lá capaz de pegar um resfriado), sequei-o e o pus de novo na cama. Finalmente achei o termômetro. 38º C. Um pouco febril ainda, mas estava bem. Ele sorria. Nii-san... Eu nunca pude te dizer, mas...

Eu te amo.



-x-x-x-



Bastidores ^^


Elizia – Bom, pra finalizar, mandem reviews e...

Al (levanta a mão) – Posso fazer uma pergunta, Eli?

Ed (bravo) – Eli?! Que intimidade é essa, Al?

Al – mas é o apelido dela!

Ed – Eu não quero que você tenha intimidades com garotas! Você é meu!

Al – Irmãozinho ciumento esse meu...

Eli – Ta, mas que pergunta era, hein?

Al – Ah! Como os médicos não apareceram, com toda a gritaria que o Ed fez?

Ed – Gritaria? Eu não faço gritaria! Isso é coisa de garotas!

Al – Ah, é? Então o que é isso?

“(...) ouvi o Ed gemendo, gritando (...)

(...) chamando por mim em meio a gritos (...)

-Al... AL! Aaaaah! – Gritava (...)

(...) ele gritava mais forte (...)

(...) ronronando alto de prazer (...)

(...) gritando por mais e mais (...)”

Ed (emburrado) – ela bem que podia ter procurado uns sinônimos no dicionário.

Eli – Ah, é isso? Chama-se licença poética.

#não convenceu ¬¬#

Eli – errrr... Então... Façam de conta!

# a emenda ta pior que o soneto ¬¬’ #

Eli – ta bem! Vocês venceram!

“Quando voltei ao hospital, Ed estava suado e agitado e vermelho e gemia alguma coisa que não consegui entender: estava ardendo em febre!

Os enfermeiros estavam cuidando dele e eu fiquei velando por ele até a febre ceder.”

Eli – Pronto ^^

# Mas ficou sem yaoi ¬¬” #

Eli – fique fora disso, segunda feira!

Ed – Sem yaoi, nada feito!

Eli – Sem lemon, você quis dizer.

Ed (atrapalhado) – Ahn... ah... é... quero dizer... é que....

Al – Assume, Ed, você é um pervertido.

Ed – mas então você não queria lemon?

Al – (vermelho)

Ed – Fala alguma coisa!!!

Al – (mais vermelho)

Ed – Viu só?!

Al (vermelhaço)

Eli – (saindo de fininho)

# Ela ta caindo fora :P #

Ed – Ei, Kiyamada, volta aqui, você vai arrumar a fic e botar um lemon decente!

Eli – Ah, que saco!

Al – Obrigado por avisar, segunda-feira ^^

# de nada XD #

Eli – Traíra >=(

Al – faz aí.

“A Winry tava dormindo na casa do Hughes e .... “

Ed – Mas o que a Winry ta fazendo na fic?!

Eli – Vai me deixar fazer ou não?!

# sem hentai, por favor #



Eli – todo mundo quieto, sENÃO EU FAÇO AL X ENVY, HOHENHEIN X ED E SCAR X segunda-feira!!! DARK LEMON, AINDA!

Elric’s – Ta! Calamos!

# :x #

“De repente a Winry acordou assustada: tivera um pesadelo no qual o Ed chorava e gritava de medo.

Apavorada, ela correu até o quarto do casal Hughes e eles estavam...

#sem hentai u.u #

Eli – Anota aí, Kabof: a próxima fic vai ser dark lemon Scar x segunda-feira.

# NÃÃÃÃÃO ToT #

Scar – Você fala como se isso fosse um castigo!

Ed – Quando você chegou aqui?

Scar – Agora há pouco n.n

Eli – CHEGA!

#(silêncio)#

Kabof –

“... eles estavam dormindo numa boa, a menina acordou o tenente-coronel e lhe contou o sonho, pedindo por favor para ver o Ed.

Hughes, bonzinho (e burro) como era, concordou. Levou-a até o hospital. Lá, todos os médicos tinham sido abduzidos por jupterianos de Júpiter e...”

Scar – É pleonasmo.

Eli – O quê?!

Scar - Jupterianos de Júpiter.

Eli – Então foram abduzidos por pleonasmo e...

Todo mundo - ¬¬ º

“... dava pra ouvir o Ed gritar, eles subiram e, no banheiro do quarto, os Elric estava fazendo ‘aquilo’.

-Al! O que significa isso?!

-É... Bem... É que...

-Aaaaaal! – gritou o mais velho.

-Eu nunca mais falo com vocês dois! – gritou a menina e saiu sem olhar para trás.

-Dessa vez vocês exageraram – Hughes comentou antes de segui-la.

E daí o Al voltou ao que fazia antes. “

Eli – E fim.

Todo mundo ta de boca aberta.

Eli – e aí?

Ed – Al, você devia ter ficado quieto.

AL – mas como eu ia saber?

Scar – eu não acredito que fiquei ouvindo isso.

# (Já é meia-noite e a terça-feira vem aí)#

Eli – Ei, pessoal! Peraí! Digam alguma coisa!Não me deixem sozinha!

Ah, você ta aí, Kabof! Você não ia me abandonar, não é? O que achou da fic?

Kabof –

Eli – Ah, não! Kabof é mudo!

É isso que acontece com uma autora quando você não deixa reviews. Obrigada por comentar!

sábado, 6 de novembro de 2010

Eu não quero mais passar minhas noites sozinho


Hoje é aniversário da Grazi-chan, a minha Stela. Eu não vou fechar o Maré Alta ou cancelar show de alguma banda fuleira de Coloremos. Stelinha, a tua festa vai ser na casa de Escorpião, junto com todo o mundo!!! Este é o meu honesto e singelo presentinho de aniversário. Não ficou muito bom, mas foi feito com muito amor e carinho ^^ Pros demais: Contém yaoi lime RoyEd, Elricest. Fullmetal Alchemist não me pertence. Deixem review.

Eu não quero mais passar minhas noites sozinho.

Al fecha os olhos – como faria se pudesse fechar os olhos, se tivesse olhos. Finge que dorme, enquanto o seu irmãozinho dormita ao lado, mordendo os lençóis, enrolado neles.

Olha, então, para Edward Elric, seu niisan, sua vida. Ele tinha o sono pesado. Estava tendo pesadelos. Porque Ed estava sofrendo?

Al sabia. Al sabia porque ele não dorme e nem sonha com os anjos. Porque há um demônio incomodando a vida do maninho, do Edo-chan. Ele se vira de novo, o lençol há muito perdeu sua utilidade, não passa de uma cobra de pano atrapalhando o pequeno.

O culpado de tudo isso... o culpado de tudo isso é um monstro horrível que...

Ed morde o travesseiro. Geme baixo. Sua.

-Niisan – Al sussurra reconhecendo – admitindo – no seu coração de metal, seu frágil coraçãozinho de aço, o ódio. Odiava o monstro. Detém um carinho que ia fazer nos cabelos louros. Capaz de acordar Ed, que nem da outra vez. Ed acordou chorando muito e chamando pelo carrasco. Até tentou se conter, mas acabou caindo no colo do Al e contando tudo.

Amor. Amor ao carrasco. Por ele, iria até o fim do mundo. Iria, sempre. Entrega. Edo-chan confessou que se entregara ao mais cruel dos homens. Al pôde imaginar. Os lábios inocentes, a pele imaculada, tudo corrompido por um coronel sem coração. Ed sorriu ao contar que deixou-se roubar. Ele também me ama, o Fullmetal sussurrou. Senão não teria me amado daquele jeito.

Se aquele corpanzil permitisse, Al teria desmaiado de raiva.

Se sua idolatria consentisse, Alphonse Elric odiaria o irmão.

Mas não. A cena se desenrola em sua mente. O coronel torpe acaricia o pequeno alquimista. Este cede fácil, como se ansiasse por aquilo. Geme baixo, todo o corpo obediente tremendo. Eu sempre quis que o senhor fosse o primeiro, taisa-san. Roy Mustang sorri seu sorriso depravado. Eu te amo demais, Edward, mente. E o Fullmetal, na sua conspurcada inocência, acredita. A cópula é uma névoa. Al força a imaginação, mas o máximo que entrevê são dois corpos juntos molhados de suor e os gritos do niisan. Gritos de dor.

O maldito machuca... machucou... machucara o Edo-chan!

Alphonse sente ainda mais ódio. Ódio até de si mesmo, da sua carcaça metálica, da falha na ressurreição da mãe. Se não estivesse preso... Se não tivessem errado... Se fosse de carne e osso, o taisa desgraçado não encostaria no niisan. Se tivesse um corpo, se fosse bonito, Ed o amaria. Finalmente poderia dizer-lhe o quanto o ama. E ele não sofreria, porque o coronel torpe não chegaria perto dele. Al se interporia entre eles. Não como um fantasma de aço, mas como uma presença viva e pulsante. Com o corpo inocente e desejável do niisan em seu braços. Um mundo cor-de-rosa em que os beijos eram reais. Ed correspondia ao seu amor com sede e paixão. Amam-se desesperadamente e solitários, solitários e juntos chegam aos céus. O sorriso doce e brilhante do Edo-chan.

Mas um gemido longo tira o menino da armadura de seus devaneios:

-Coronel...

Era febre.

-x-x-x-


Bom, é isso. Vale reviews?

sábado, 12 de junho de 2010

Uxori dilectae: fabula tertia


Uxori Dilectae: fabula tertia

Porque eu ainda te amo


Cláusula primeira: esta fic contém yaoi shotacon. Então, se o leitor tiver menos de dezoito, favor fechar a página e procurar algo condizente com a sua idade.

Cláusula segunda: Par RoyEd

Cláusula terceira: o título significa “À minha amada marida” e é uma abreviação de Uxori dilectae, dominae cordis mei, hoc donum cum omne amore meo do. “Dou, à minha amada marida, dona do meu coração, este presente com todo meu amor.”

Cláusula quarta: Grazi, meu anjo, feliz dia dos namorados!

Cláusula quinta: fabula tertia significa terceira história.

Porque eu ainda te amo

-Que dia lindo!

Roy Mustang olha torto para o Fuery, que abria a janela e puxava o ar puro da rua com força.

Rá! Grandes dias lindos. Sol, temperatura amena, pouco úmido, brisa fresca e perfumada. Bah, grandes coisas.

As pilhas de serviço pra fazer, o general chato, o Black Hayate fazendo xixi no pneu do carro, todos continuavam ali, enchendo o saco.

Enchendo o saco do pobre coronel Roy Mustang, irritado por não receber notícias de Edward Elric havia semanas.

Edward Elric, o lindo, fofo, adorável, mordível, alquimista de aço, que raptara o coração do seu superior e, até hoje, não lhe exigira o resgate. E nem devolvera.

E, ainda por cima, não aparecia para os dois aproveitarem o tempo bom para um piquenique e, quem sabe, algo mais.

Ed, volta logo. Porque o Roy te ama.

-x-x-x
Por último, eu tou pouco me lixando se alguém não gostar. Se alguém não deixar review. Essa fic é pra minha marida. Só pra ela.